Jun 06
Eu não ia no Social Media Brasil. Tinha visto o line-up de palestras e não vi nada que parecesse interessante o bastante para valer o preço da inscrição. De fato, muito pelo contrário: tirando pela programação o certo seria eles me pagarem, já que o evento pareceu uma grande desculpa para os palestrantes fazerem jabá incessantemente.
Mas alguns amigos cariocas vieram para o #smbr, e óbvio que tudo é desculpa para um chopp. Sexta-feira eu estava trabalhando e fui só para o happy-hour, mas sábado acabei ficando com a credencial do @Raissuli (valeu, rapá!), que precisou voltar mais cedo para o Rio. A Renata também conseguiu uma credencial com a @ferabreu e lá fomos nós conferir o evêinto.
Como de praxe, a internet não funcionava direito. Aliás eu não lembro de nenhum evento de internet/mídia que tivesse internet decente. Acho isso absolutamente inexplicável, já que acontecem inúmeros eventos desse tipo durante o ano e todas as pessoas da organização já devem ter passado por isso como público em outras ocasiões. Alguém já devia ter aprendido a lição.
Mas enfim, as palestras. Pelo que ouvi falar sobre o primeiro dia, minhas impressões foram absolutamente corretas. Já sobre o segundo dia… eu estava certo também. Não é que fosse jabá o tempo todo, mas digamos que o nível jabazístico ficou na casa dos 90%. Isso não me surpreendeu – eu não paguei para ir no evento exatamente por isso – mas cabe perguntar se quem pagou acredita que recebeu alguma informação relevante.
De qualquer forma, fiz algumas anotações (offline, óbvio) durante as palestras que vi. Como ainda é impossível twittar sem internet (ah, mas algum dia vai ser telepático!), colei tudo aí embaixo para deleite de meus 17 leitores.
Internet = bitchun society. É tudo uma meritocracia. Só não vê quem não quer – e muita gente faz questão de não ver.
Os palestrantes estão desesperados para mostrar que eles sabem o que estão fazendo, mas estão completamente perdidos – tanto quanto a parcela do público que acredita estar absorvendo algum conteúdo relevante.
Na verdade social media é bem simples, mas envolve o que as empresas mais têm medo de fazer: dar espaço para o cliente falar mal delas em público.
Mais do que nunca, as pessoas são incrivelmente fúteis e superficiais, a ponto de comprar um programa de iPhone para decidir qual presente de natal comprar. Esqueci de mencionar preguiçosas porque fiquei com preguiça.
Finalmente alguém percebeu o óbvio: não existe essa coisa de “tirar um vídeo do youtube”. (ver: Cicarelli)
A tendência agora é big bucks para produzir programas fodas para serem veiculados na internet. Não vale mais a pena comprar mídia na tv. Well, duh.
Falaram “dna da marca” – vou gritar bingo!
Empresários aprendam: se alguém da sua empresa vai fazer uma palestra, tenha certeza de que essa pessoa fala bem em público (sim, estou falando da palestra de encerramento).
É isso. E se você não sabe muito bem sobre o que eu falei nesse post… bem… sorte sua. :-)