Aviso: post extremamente nerd adiante. Siga com cautela.
Se você é minimamente geek sabe que a Microsoft vai lançar o Windows Vista em janeiro de 2007, a não ser que eles chutem a data para frente (de novo). Uma das features da nova versão é o uso de aceleração 3d para desenhar a interface gráfica. Isso não só deixa o processo mais rápido – já que joga a responsabilidade de desenhar a tela para a placa de vídeo – como também permite diversos efeitos interessantes como transparências, animações e por aí vai.
Mas temos dois problemas aí. O primeiro é que o Vista não vai sair de graça (o quêêê, o seu windows não é original???). O segundo é que ele é… o Vista. Por mais que digam por aí que ele tem várias inovações, tudo o que consigo ver nessa nova versão é mais consumo de memória, um sistema de “segurança” que enche o saco do usuário, mais DRM e novos bugs. Vale à pena instalar essa bomba por causa de algumas frescurinhas a mais?
Não.
A boa notícia é que ninguém precisa. Yay!
Ontem achei este excelente tutorial para instalar o XGL e o Compiz no Ubuntu Linux.
Se a linha acima parece grego para você, eu explico. Ubuntu é uma distribuição linux extremamente bem-acabada que funciona de primeira em virtualmente qualquer PC sem configurações adicionais. Atualmente é mais fácil de instalar do que o Windows (sério). XGL é um sistema gráfico para Linux que usa a aceleração 3d das placas de vídeo modernas. Compiz é um gerenciador de janelas que usa o XGL para desenhar na tela. Na prática isso significa que você pode ter todos os efeitos que o Vista só vai ter ano que vem (e que o MacOS X já faz há anos) no Linux. Hoje.
A tela da esquerda mostra janelas com sombras, bordas transparentes e um terminal translúcido (aliás, translúcido é uma palavra realmente muito fresca, beirando o homossexual). A da esquerda mostra uma das funções do Compiz copiada diretamente do MacOS: miniaturas de todas as janelas abertas lado a lado (exposé). O que nenhuma das duas telas mostra são os menus animados com zoom e fade, múltiplos desktops selecionados girando um cubo com uma tela em cada face, alt-tab com miniaturas e efeitos de luminosidade e várias outras frescurinhas – todas animadas com uma velocidade absurda mesmo em máquinas relativamente antigas (desde que a placa de vídeo aguente, claro). No YouTube dá para achar vários vídeos mostrando isso tudo.
Eu já tinha feito uma experiência com o XGL há alguns meses, mas as coisas ainda estavam um pouco cruas demais. No momento os programas ainda são beta, mas o progresso nesse meio tempo foi tão absurdo que já é possível usá-los como padrão. O tutorial que citei no início usa um artifício de configuração bem interessante que deixa tanto a versão normal do quanto a acelerada disponíveis, então se algo der pau basta interromper a seção e entrar no modo 2D. Simples assim.
Ah sim. No parágrafo anterior eu falei de um progresso absurdo na qualidade de um sistema no período de meses. Essa é uma das maiores vantagens do código aberto. Enquanto isso a Microsoft está tentando lançar o Vista desde 2003… as últimas notícias de Redmond indicam que há uma chance de 80% para um lançamento em janeiro. Os 20% que faltam pesam cada vez mais nos ombros de titio Gates e sua companhia.
UPDATE: Assim que acabei de postar, a seguinte matéria foi linkada no Slashdot: “Is Windows Vista ready? No. God, no.“
2 Comments
Realmente, está muito facil usar o XGL, recentemente instalei em um Ubuntu, e até no slackware tb está muito simples.
É muito bom!!! e SL muto rápido o desenvolvimento.
Olha vo fala a verdade para os gamers windows vista é horrivel prefiro mil vezes um gabinete da alienware muito mais show e windows vista é paia