Depois de praticamente dois anos sem pausa estou tirando um mês de merecidas férias do mundo corporativo. Até o momento já dei um pulo em Florianópolis para um evento de software livre e encarei um showzaço do Franz Ferdinand na Fundição. Nas (muitas) horas vagas estou dando uma de gringo no Rio de Janeiro, visitando pontos turísticos e fazendo programas culturais (aliás, olha que conveniente… o Festival do Rio começa daqui a uns dias!). Para completar aproveito aquela rotina invejável de acordar tarde e tentar bolar uma solução para ganhar dinheiro em cima da imensa população de imbecis do mundo para continuar nesse ritmo sem horário (se tanta gente consegue, por quê não eu?).
Ir para Floripa causou novamente um leve surto de depressão que venho tendo sempre que saio do Rio. Independente da cidade para a qual viajo, o Rio invariavelmente perde na comparação. Sim, São Paulo é melhor. Porto Alegre, nem se fala. Até Niterói está dando um banho nessa podreira de capital.
Em Florianópolis as ruas são limpas, as pessoas não têm medo de andar na rua, os motoristas páram na faixa de pedestres – sim, estou falando de faixas onde não há um sinal de trânsito – e eu não vi sequer um morador de rua. A única grande semelhança entre Rio e Floripa é o atendimento nos estabelecimentos comerciais: rola um empate técnico nos quesitos “piores garçons” e “balconistas com déficit de neurônios”. Como já estou acostumado em ser mal-tratado por aqui mesmo, não cheguei a sentir muita diferença. Floripa certamente foi lucro.
Falando em mau atendimento, evitem a qualquer custo o bar Odorico que abriu recentemente ao lado do cinema Espaço Unibanco na rua Voluntários da Pátria. Qualquer pedido, por mais simples que seja, demora HORAS para chegar. Fui uma vez para almoçar (recomendo que você já vá almoçado se não quiser morrer de inanição) e resolvi dar uma segunda chance numa noite posterior. Pedimos (eu e Nat) duas caipirinhas e uma porção de torradas com tomate. As torradas não chegaram mesmo depois de perguntarmos ao garçom por mais de três vezes durante mais de uma hora contada no relógio. Pagamos as caipirinhas (que também demoraram) e fomos embora jurando nunca mais voltar. Se quiser arriscar siga as seguintes dicas:
- Se estiver com fome, coma antes.
- Se quiser beber, beba antes.
- Não diga que eu não avisei.
- Vá na Drinkeria Maldita do outro lado da rua. O lugar é ótimo e eles sabem atender bem – uma raridade no Rio.
One Comment
Eu saía sem pagar do Odopobre… Acho que pela demora, pra eles não deve fazer muita diferença, né? De repente eles nem iriam notar.