Depois de um bom tempo com um celular bem vagabinha que basicamente só falava (e olhe lá), acabei aproveitando uma promoção das Americanas e comprei um aparelho novo (desbloqueado! em 10x sem juros!). Ch-check it out:

Fofo, não? Ele tem tudo o que se espera de um celular moderno, incluindo uma novidade com a qual eu nunca tinha brincado: bluetooth. Como eu não tinha nada em casa que já pudesse conversar com ele de fábrica, comprei um adaptador USB-bluetooth.
Instalei o software no Windows, mas a coisa me pareceu meio capenga. A transmissão estava lenta e o bluetooth só funcionava através do programa que veio com o CD. Isso é bem estranho. Em geral o Windows é capaz de detectar esse tipo de adaptador e usá-lo diretamente (mesmo sendo… o Windows). No Linux as coisas também funcionaram, mas não pareciam estar 100% ok.
Foi aí que eu reparei no ID do bluetooth: 11:11:11:11:11:11. Isso é bem estranho. Esse ID deveria ser formado por vários números aleatórios que dariam ao adaptador USB uma identidade única (exatamente como o MAC das placas de rede). Depois de uma rápida pesquisa no Google, descobri que alguns fabricantes esquecem de colocar um chip adicional no adaptador para cortar custos – justamente o chip que define o ID. Resultado: se você compra dois desses adaptadores “piratas” para conectar computadores entre si, vai encarar uma linda mensagem de erro indicando colisão de IDs e nada vai funcionar. Lindo, não?
Para evitar esse tipo de problema, passe longe dos adaptadores da marca BAC. Eles vêm numa caixinha de papelão bege com uma abertura redonda no meio. O adaptador em si é de plástico escuro transparente e bem barato… justamente porque não funciona direito.
Consegui trocar o adaptador depois de explicar a situação para o cara da loja. Na verdade acho que ele não entendeu nada, mas resolveu me devolver o dinheiro para evitar problemas com um maluco que insistia em dizer coisas que pareciam não fazer o menor sentido. Whatever. Peguei o dinheiro e comprei um adaptador da Encore que está funcionando perfeitamente.
Ah sim, o telefone. Ao contrário dos Nokias, ele não precisa de um programa especial se conectar ao computador: basta plugar o cabo USB (ou usar bluetooth!) que ele se comporta como exatamente como um pendrive. O programa só é necessário para mexer na agenda, e mesmo assim ele parece usar um padrão aberto de sincronia que pode ser acessado por vários programas. Uma belezura! E o bluetooth permite fazer várias coisas interessantes: usar fones sem fio, fazer o som do celular sair pelas caixas de som do computador, fazer uma conexão com a internet usando a rede GPRS (bom para aquelas horas de desespero em aeroportos que não liberam o wi-fi) e por aí vai. É um brinquedinho bem divertido.
A única coisa que não é muito boa nesse celular é a duração da bateria, mas levando-se em conta o uso intensivo dos últimos dias, é possível que a culpa seja minha. ;-)
3 Comments
Olá Fábio,
Gostei especialmente do visual do bichinho pois lembra o iPhone..hehehehe Mas li criticas as respeito do volume. Parece que fica meio baixo pra ouvir o interlocutor, o que pode ser um problema em locais com barulho. A crítica confere?
Karas, será q poderiam me ajudar??? ganhei um aparelho num sorteio e ele deve ser fantástico, pelo q vcs relatam… eu só tenho um problema…nem no site da LG (www.lge.com.br) tem o manual em pdf.
Será q vcs poderiam me indicar onde posso encontrar????
um abç.
doctor.rock@rock.com
Com relação ao MAC 11:11:11:11:11:11 o meu bluetooth, aqueles preto que tem uma antena está apresentando o mesmo MAC e a velocidade de saída do PC para o celular nao está ultrapassando 12Kbps
Que xato isso, e olha que me custou R$20 no terceirão em Joao Pessoa – PB