Sim, chegou a minha vez. Este é mais um dentre os inúmeros posts que existem por aí sobre Mac vs. PC. A grande diferença entre este e todos os outros ~1.182.000 (segundo o google) é que a comparação será feita entre MacOS X e Linux.
Na verdade o que motivou esse post foi justamente o equilíbrio entre os dois sistemas. No meu novo emprego eu tive a sorte de ter liberdade para escolher a plataforma em que eu iria trabalhar. No começo, como havia algumas máquinas PC sobrando, optei por instalar o Ubuntu 7.10. Tudo corria bastante bem até aparecer a oportunidade de passar para um MacBook Pro. ÓBVIO que aceitei na hora, mas fiquei o tempo todo tentando achar o motivo para tanto hype em cima das maçãs. Foi então que eu me dei conta de três coisas quase ao mesmo tempo:
- Linux em geral e Ubuntu em particular chegaram num nível absurdo de facilidade de uso e praticidade, tanto que a mudança para o Mac não causou nenhuma surpresa.
- A única diferença real entre Mac e Linux é que existem softwares comerciais mainstream para o Mac (Office, Photoshop, Ableton Live e por aí vai).
- Eu não achei o Mac “uaaaau, espetacular!” justamente porque minha experiêcia com PC nos últimos anos foi basicamente com Linux. Na verdade venho tendo uma grande preguiça de bootar no Windows para fazer música justamente porque ele é tão ruim que desanima. É como trocar uma Ferrari por um Fusca justamente no momento em que você precisa ir de 0 a 100 em 5 segundos. resumindo: eu cansei de Windows. Seriamente.
Eu já havia trabalhado com Macs há muito tempo atrás na época do boom da web 1.0 e do MacOS 9. Cheguei a brincar um pouco com o OS X, mas nunca tinha usado ele diariamente. No momento estou há duas semanas usando o MacBook para desenvolvimento web (Ruby on Rails e manutenção remota de servidores, basicamente), mas aproveitei a folga do feriado para fazer alguns testes com versões Mac dos programas de produção de áudio que costumo usar para ter uma idéia melhor das diferenças de velocidade entre as máquinas e sistemas.
Chega de couvert! Vamos à feijoada.
Linux
Acabei de me dar conta que uso Linux há 7 anos, o que significa que estou ficando velho. Minha primeira distro foi Mandrake 8.0, depois de uma tentativa frustrada com o Conectiva Marumbi. Depois disso passei por Red Hat, Debian e finalmente Ubuntu, desde a versão 5.04 (Hoary). Nesse tempo todo muita coisa mudou, principalmente em facilidade de uso. Atuamente instalar Linux é um processo bem mais amigável do que instalar Windows (independente da versão), sendo quase sempre possível rodar o sistema direto do CD para ter uma idéia do que se trata antes de fazer a instalação no HD. Aparentemente essa é uma característica única do Linux, já que o MacOS X não faz isso (curiosamente o MacOS 9 fazia).
O Linux tem algumas opções diferentes de interface gráfica, sendo Gnome e KDE as mais populares. Ambas funcionam com recursos 3D das placas de vídeo modernas*, tendo animações, transparências e todos os outros efeitos que foram introduzidos há alguns anos pelo MacOS X e copiados descaradamente no Windows Vista. A grande diferença aqui é que os efeitos podem ser ativados mesmo em máquinas antigas. Já os usei sem problemas num desktop com uma Nvidia GeForce2 e num notebook Pentium M 1.5 com vídeo Intel on-board.
Eu pessoalmente prefiro o Gnome. Para efeitos de comparação com MacOS ele é provavelmente a melhor opção, já que as duas interfaces têm objetivos parecidos (simplicidade de uso e visual clean).

A grande vantagem do Linux é que virtualmente todos os programas são gratuitos e de código aberto. Isso tem duas conseqüências:
- Todas as distros têm algum tipo de mecanismo para baixar os programas diretamente de repositórios na internet, com total segurança e sem que você precise ficar catando no google qual é o programa certo para fazer uma certa tarefa. No caso específico do Ubuntu, basta abrir o Synaptic, buscar o que você precisa e pedir para instalar. O programa cuida de tudo sozinho. Se você mudar de idéia, pode desinstalar tudo sem problemas também – ao contrário do que acontece no Windows, o sistema não deteriora com sucessivas instalações e desinstalações de programas. Quer testar 5 players de vídeo diferentes? Vá em frente! :-)
- Você tem liberdade total para adaptar e alterar os programas. Embora essa característica em princípio seja mais atraente para usuários técnicos, isso significa que há sempre muitas pessoas trabalhando na melhoria dos programas, o que se reflete em menos falhas de segurança e evolução muito mais rápida do sistema como um todo.
Outra característica bastante interessante é a integração com serviços e protocolos utilizados na internet. Como quase toda a infra-estrutura da internet é baseada em Linux e outros sistemas Unix, as barreiras entre o seu computador e o resto da rede são bastante transparentes – e o que é melhor, sem abrir mão da segurança. Por ter sido pensado desde o início como um sistema para vários usuários, seus dados estão sempre protegidos de visitantes indesejáveis. Falando em segurança, não existe até hoje registro de um vírus que ataque o Linux.**
Para fechar: se for realmente necessário, é possível rodar programas Windows dentro do Linux. Usando o Wine nem mesmo é necessário ter uma cópia do Windows disponível. Se você preferir rodar o Windows inteiro numa janela (estilo Parallels), existem várias opções de virtualização. Recomendo muito o VirtualBox.
Mac
Macs são bonitos. Macs são fofos. Macs funcionam. Para melhorar ainda mais, Macs nem são mais tão caros! Um MacBook anda custando basicamente o mesmo que um notebook de configuração semelhante, mesmo aqui no Brasil.
Para um usuário Windows, usar um Mac é uma revolução na maneira de usar o computador e na percepção do que você deve esperar dele. Para um usuário de Linux é apenas mais do mesmo – mas num hardware mais bem acabado.
Toda a parte de segurança e integração com a internet que eu falei em relação ao Linux vale também para o Mac. Não é necessário instalar anti-vírus e coisas do tipo. O MacOS X é baseado no FreeBSD, que também é um sabor de Unix. Nada impede que você tenha um servidor web rodando no seu computador – ou dez, ou vinte, exatamente como no Linux.
Na verdade, praticamete não há diferenças entre Linux e Mac no modo de usar. Algumas coisas são mais fáceis e práticas no Linux (sim, sério) e outras no Mac, mas o raciocínio é basicamente o mesmo. E se você precisar das ferramentas de linha de comando que são comuns no Linux, basta instalar o MacPorts, se entupir de software livre e ser feliz.
Mas há uma grande diferença, e ela faz toda a, er, diferença: praticamente todos os programas comerciais existentes para Windows têm versão para Mac. Fora isso, na parte de produção de áudio e vídeo, alguns produtos considerados padrão de mercado só existem para ele (Final Cut Pro e Logic, por exemplo). Há alternativas viáveis em muitos casos para Linux, mas em multimídia o Mac é realmente imbatível.
Também é possível rodar programas de Windows no MacOS X, caso seja inevitável. A opção mais popular para fazer isso é o já citado Parallels, que apesar de ser pago é incrivelmente bem integrado ao sistema. O VirtualBox também tem versão para Mac, mas a integração dele não passa nem perto da do Parallels – embora ele seja de graça. Ambas as opções exigem que você tenha uma cópia de Windows para instalar.***
Então tudo são flores no Mac? Não! Preparem-se para as infames…
Pegadinhas do Mac
Nada pode ser perfeito certo? Algumas coisas são realmente irritantes no Mac. Embora não seja nada que o deixe no mesmo nível de retardamento mental do Windows, grande parte das irritações do mundo Mac poderiam ser corrigidas pela própria Apple com alguma boa vontade.
É bom ressaltar que nesse quesito o Linux vence de lavada. O MacOS X é proprietário e de código fechado, portanto não há uma comunidade de desenvolvedores melhorando continuamente o sistema. A Apple é a única fonte de updates e alterações nos softwares que vêm no MacOS X – e isso é um grande problema já que ela é comandada por um certo senhor que atende pelo nome de Steve Jobs. Esse senhor vem a ser um porraloca que muda de idéia com grande frequência, o que pode ser ótimo para o marketing, mas não é tão bom para os usuários. O último update do MacOS X – Leopard – fez com que vários programas parassem de funcionar. Esse tipo de coisa dificilmente aconteceria no Linux.
Mas não vamos nos desviar do assunto. Vamos às pegadinhas:
- A barra de menu única para todos os programas é muitas vezes um incômodo, especialmente quando se trabalha com mais de um monitor. Eu sei que essa é uma característica clássica da interface do Mac, mas me deixem reclamar. :-) Se a barra se estendesse até o segundo monitor isso nem seria um problema tão grande, mas não é o caso.
- Macs não vêm de fábrica com mapas de teclados brasileiros! O trote de todo usuário de Mac brasileiro é catar no google o mapa de teclas “Brazil” assim que conecta o computador à internet. Lembrem-se que EXISTE uma Apple Brasil, portanto isso é absolutamente imperdoável.
- Todo mundo reclamou quando a Microsoft empurrou o Internet Explorer junto com o Windows, mas a Apple faz muito pior com o iLife (Safari, iTunes, iPhoto etc.). É incrível que ninguém reclame de monopólio. Ok, isso não chega a ser super-irritante, mas é uma grande demonstração de como as pessoas têm dois pesos e duas medidas.
- A interface gráfica é bastante bonita, mas pode dificultar operações que deveriam ser bastante simples. Copiar arquivos de uma pasta para outra sem estar vendo as janelas correspondentes abertas ao mesmo tempo é bastante contra-intuitivo, por exemplo.
- O MacOS se apossa por padrão das teclas de função (F1, F2 etc.). Tomei um susto quando apertei F11 para colocar o Firefox em modo fullscreen e ao invés disso todas as janelas sumiram da tela para mostrar o que havia no desktop. Essa configuração pode ser alterada, mas pega qualquer um desprevinido.
- Ainda no teclado: as teclas Home e End têm comportamento contra-intuitivo. Ao invés de irem para o começo ou final da linha de texto, elas movem o cursor para o começo ou final DO TEXTO INTEIRO. É muito mais lógico ter uma combinação de teclas como Ctrl+Home/Ctrl+End para fazer algo assim. O pior é que essa configuração não pode ser alterada com facilidade! Você que se acostume a usar Maçã-setas para navegar no texto!
- A maior irritação de todas certamente são os usuários fanáticos de Mac, disparado. É difícil saber quem irrita mais: xiitas do Mac ou xiitas do Linux.
Conclusão
A não ser que você seja masoquista, não existe uma boa razão para usar Windows. Sério.
Há algum tempo atrás Linux era um sistema complicado de instalar e Macs eram muito caros, mas nada disso é verdade atualmente. Eu mesmo me cansei completamente de ter que reinstalar o Windows uma vez por ano. Ele se deteriora sozinho, sem que seja necessário fazer nada. Como disse no início, as idiossincrasias do Windows me fazem ter preguiça de iniciar nele, e por conta disso eu acabo ficando sem a menor vontade de produzir música. Infelizmente os programas do Linux ainda não estão num nível bom o bastante nesse departamento, senão eu não teria do que reclamar.
A conclusão real é que eu provavelmente vou trocar meu notebook velho de guerra por um Mac daqui a algum tempo. A outra solução seria fazer um Hackintosh, mas não sei se confiaria nele para tocar ao vivo (fora que a diferença de preço é pequena o bastante para não ser um fator determinante na escolha). Sempre que eu quiser usar Linux posso fazer um dual-boot, e sempre que eu me sentir especialmente masoquista posso abrir o Windows no Parallels ou VirtualBox.
O Mac acabou se mostrando a alternativa perfeita para ter tudo – mesmo, até as coisas ruins – numa máquina só.
Notas
- * Ao pessoal mais técnico que sempre exige explicações super-detalhadas (leia-se chatos): sim, eu estou simplificando as coisas aqui. Não vem ao caso explicar em detalhes o que é compiz-fusion nesse post. Ele vem instalado por default nas distros mais populares atualmente, então na prática é isso mesmo: o Linux utiliza os recursos 3D das placas de vídeo por padrão. Volte para o seu quarto e sua foto autografada do Stallmann. Já.
- ** Novamente para os chatos: não existe nenhum vírus real para Linux. Algumas provas de conceito já foram feitas, mas devido ao sistema de permissões de arquivo do Linux (na verdade dos sistemas Unix em geral, incluindo o MacOS X), os vírus não conseguem se espalhar, já que não conseguem se copiar para dentro dos arquivos do sistema sem permissão expressa do usuário.
- *** O Wine para MacOS X (Darwine) ainda está engatinhando em funcionalidades, mas é promissor.
9 Comments
Eu me amarrava no meu Ubuntão, mas acho que o Gnome ainda tem que comer um pouquinho de feijão (não muito) para poder ser chamado de “tão simples quando o OSX”. Principalmente no que se refere à integração entre os aplicativos, já que no OSX todo mundo tenta fazer do “jeito Apple”.
As pegadinhas que você listou são bem interessantes, eu não poder dar “cut” num arquivo e colar em outra pasta é a que mais gerou reclamações minhas. Mas várias são simplesmente “isso é uma droga porque não é assim que eu fazia antes”, como é o caso da história home/end e a barra de menu. Não tem melhor nem pior, sinceramente. É questão de gosto e prática.
Agora… aviso de amigo recém convertido. Nunca, jamais, em hipótese alguma copie uma pasta por cima de outra. Exemplo real: pegar a pasta com a nova versão do WordPress e jogar por cima da sua versão atual. O OSX vai (depois de pedir confirmação) APAGAR a pasta velha toda e colocar a nova no lugar, não vai “fundí-las” como Windows e Gnome fazem. Muito TOSCO isso. Perdi 1 semana de trabalho em cima de um template por causa disso.
PS: Eu nunca reclamei do IE vir embutido no Windows, isso é coisa dos xiitas. Fora que o IE4 era MUITO melhor do que a alternativa, o Mozilla seiláqueversão. O problema é que o praticamente-monopólio deixou a Microsoft descansada e com o tempo o IE virou essa… coisa que a gente conhece e odeia.
Texto bem bacana, e já respondendo a pergunta por parte de um ex-Linuxer… xiitas do Mac são muito piores :-P
Sobre “Copiar arquivos de uma pasta para outra sem estar vendo as janelas correspondentes abertas ao mesmo tempo é bastante contra-intuitivo” eu acho que é questão de saber como fazer do jeito Mac.
Eu me irritava com isso também, até que configurei os cantos direitos superiores e inferiores pra exibir o desktop e exibir as janelas. Aí basta arrastar a pasta (ou whatever) pro canto, e ir pra onde quiser. Se eu desistir da operação tudo volta ao que tava, e isso abre até sub-pastas que se fecham ao cancelar tudo. É meio lamer, mas dá pra fazer tudo só com o mouse realmente…
seu post corrobora o q algumas pesquisas ja vem apontando: no mercado low-end as pessoas estao migrado para Linux e no high-end estao migrando para Mac OS X, achatando o Vista.
concordo e discordo de pequenos pontos no seu post, mas no geral foi o mesmo feeling q eu tive quando comprei meu macbook e migrei pro Mac OS X (inclusive meu desktop q virou um hackintosh). vai por mim, daqui a pouco vc nao se incomodara mais com as diferencas de usabilidade dele e nao vai querer voltar atras…
eu soh colocaria um adendo: pra quem compra um mac, existe o Apple Care. e, para usuarios menos tecnicos, isso eh a diferenca entre vida e morte durante a migracao. Apple Care eh tao bom quanto servico de quarto!
Parabéns! Muito boa tua análise. Apesar de simpatizar com o MacOSX, tive notícias que a atualização de um MacOSX num hackintosh não dá muito certo, então vá para um Mac original.
Eu vou continuar no linux por 2 motivos: 1 não tenho dinheiro pra comprar um Mac / 2 não existe algo tão essencial que o Mac faça e o linux não faça no meu caso(embora a qualidade de hardware de um Mac seja infinitamente melhor que a de um PC xingling).
Meu problema com o mac foi basicamente falta de liberdade causada pelo “ecossistema” proprietário. Quer mudar a aparência da interface? Pague. Tirar dropshadows? Pague. Focus-follow-mouse? Pague. Editor de texto com fullscreen? Pague. Quicktime Player não ser uma droga? Pague. Felizmente teve um japonês que lançou um programa gratuito pra remover o som irritante de boot, senão alguém ia fazer um software pago pra isso também.
Eu não me importo de pagar por algo como o Photoshop se precisar, mas depois de tantos anos usando Linux, não encarei voltar pro shareware hell do mundo proprietário. Não consigo engolir ter que pagar pra ter e.g. um dicionário de japonês (e baseado nos dados livres do edict!) — coisa que tem livre de rodo no Debian. Instalei sid no meu macbook e agora tudo o que quero está a um apt-get install de distância. O único problema é que ele não sabe dormir…
Bom artigo, representa bem o que senti quando fiz a mesma migração (do Linux pro OSX, Windows é a morte). Só um ponto:
Na verdade, são dois casos bem diferentes: no caso dos Macs, a Apple empacota todo o sistema operacional e o iLife junto com o hardware, e tudo vai como um produto só (comprar o SO separado é, teoricamente, para quem já tem um hardware Apple e quer atualizar o sistema). Assim, se ela inclui um monte de softwares exclusivos dela, faz parte do pacote que você compra junto com o hardware, é mais ou menos como comprar um videogame com software proprietário acoplado.
No caso da Microsoft e do IE, a encrenca rolou porque a Microsoft embutia o IE nos Windows pré-instalados em máquinas de fabricantes terceiros e proibia esses fabricantes de instalarem outro browser para vender para a galera. Os fabricantes que fossem incluir o Windows em seus PCs não poderiam nem mesmo remover o ícone do IE do desktop, e isso foi considerado competição desleal. Lembre-se que isso foi nos primórdios da Internet, quando o pessoal comprava computadores novos para poder acessar a Internet.
prevejo o dia em que o google destronará a microsoft com um sistema operacional opensource… estou em processo de migracao dos pcs pra mac nos ultimos 5 meses… ja comprei 2 macs nesse periodo.. to comprando o 3o. essa semana (contra 2pcs, um q funciona só pra download e armazenamento de videos e o outro só pra produçao musical pq ainda to engatinhando no mac). as vezes me pego com dificuldades em coisas absolutamnete idiotas no mac, ninguem esquece 16 anos de windows de uma hora pra outra.
gostei muito do texto, fzero.
Uso um MAC para produção e também live sets que incluem, além de toda a parte de programação e hardware, alguns outros perifericos como shynts.
Diante disso, só tenho uma coisa a dizer. Fique com um MAC. Dá um banho em qualquer outra platarfoma, do sistema operacional à qualidade final de audio.
MAC RULEZ!
Todo mundo reclamou quando a Microsoft empurrou o Internet Explorer junto com o Windows, mas a Apple faz muito pior com o iLife (Safari, iTunes, iPhoto etc.). É incrível que ninguém reclame de monopólio. Ok, isso não chega a ser super-irritante, mas é uma grande demonstração de como as pessoas têm dois pesos e duas medidas.
Se você quizer é só desinstalar. No Mac isso não dá problema. Não vejo problemas em botar um software junto com um sistema, o problema do Windows é a integração que é algo impossivel, o que no Mac não acontece.
Há alternativas viáveis em muitos casos para Linux.
Esse na minha opinião é o único ponto ruim no sistema. Tirando isso tá tudo perfeito pra mim.
Eu mesmo me cansei completamente de ter que reinstalar o Windows uma vez por ano.
Você tinha sorte. Eu precisava reinstalar de 3 em 3 meses.
*** O Wine para MacOS X (Darwine) ainda está engatinhando em funcionalidades, mas é promissor.
MacPorts e RPM4Darwin resolvem, fora que pode-se usar o Crossover.
Esse senhor vem a ser um porraloca que muda de idéia com grande frequência, o que pode ser ótimo para o marketing, mas não é tão bom para os usuários.
Fico puto com isso também. Ele é muito maluco.
O Mac acabou se mostrando a alternativa perfeita para ter tudo – mesmo, até as coisas ruins – numa máquina só.
Cuidado com a distro que for escolher. Ouvi falar que o Fedora é o melhor para dual boot em Macs. Fiz a experiencia com o Ubuntu e ele apagou os registro GUID e transformou tudo em MBR, perdi tudo da minha partição do Mac OS X.
O último update do MacOS X – Leopard – fez com que vários programas parassem de funcionar.
Comigo nada parou de funcionar, mas o sistema ficou lento e um pouco mais instalvel. Tou pensando sériamente em voltar para o 10.5.5. Fiquei puto com isso também.