Eu não ia no Social Media Brasil. Tinha visto o line-up de palestras e não vi nada que parecesse interessante o bastante para valer o preço da inscrição. De fato, muito pelo contrário: tirando pela programação o certo seria eles me pagarem, já que o evento pareceu uma grande desculpa para os palestrantes fazerem jabá incessantemente.
Mas alguns amigos cariocas vieram para o #smbr, e óbvio que tudo é desculpa para um chopp. Sexta-feira eu estava trabalhando e fui só para o happy-hour, mas sábado acabei ficando com a credencial do @Raissuli (valeu, rapá!), que precisou voltar mais cedo para o Rio. A Renata também conseguiu uma credencial com a @ferabreu e lá fomos nós conferir o evêinto.
Como de praxe, a internet não funcionava direito. Aliás eu não lembro de nenhum evento de internet/mídia que tivesse internet decente. Acho isso absolutamente inexplicável, já que acontecem inúmeros eventos desse tipo durante o ano e todas as pessoas da organização já devem ter passado por isso como público em outras ocasiões. Alguém já devia ter aprendido a lição.
Mas enfim, as palestras. Pelo que ouvi falar sobre o primeiro dia, minhas impressões foram absolutamente corretas. Já sobre o segundo dia… eu estava certo também. Não é que fosse jabá o tempo todo, mas digamos que o nível jabazístico ficou na casa dos 90%. Isso não me surpreendeu – eu não paguei para ir no evento exatamente por isso – mas cabe perguntar se quem pagou acredita que recebeu alguma informação relevante.
De qualquer forma, fiz algumas anotações (offline, óbvio) durante as palestras que vi. Como ainda é impossível twittar sem internet (ah, mas algum dia vai ser telepático!), colei tudo aí embaixo para deleite de meus 17 leitores.
Internet = bitchun society. É tudo uma meritocracia. Só não vê quem não quer – e muita gente faz questão de não ver.
Os palestrantes estão desesperados para mostrar que eles sabem o que estão fazendo, mas estão completamente perdidos – tanto quanto a parcela do público que acredita estar absorvendo algum conteúdo relevante.
Na verdade social media é bem simples, mas envolve o que as empresas mais têm medo de fazer: dar espaço para o cliente falar mal delas em público.
Mais do que nunca, as pessoas são incrivelmente fúteis e superficiais, a ponto de comprar um programa de iPhone para decidir qual presente de natal comprar. Esqueci de mencionar preguiçosas porque fiquei com preguiça.
Finalmente alguém percebeu o óbvio: não existe essa coisa de “tirar um vídeo do youtube”. (ver: Cicarelli)
A tendência agora é big bucks para produzir programas fodas para serem veiculados na internet. Não vale mais a pena comprar mídia na tv. Well, duh.
Falaram “dna da marca” – vou gritar bingo!
Empresários aprendam: se alguém da sua empresa vai fazer uma palestra, tenha certeza de que essa pessoa fala bem em público (sim, estou falando da palestra de encerramento).
É isso. E se você não sabe muito bem sobre o que eu falei nesse post… bem… sorte sua. :-)
9 Comments
eu fui ao smbr por livre e espontânea pressão e, assino embaixo de tudo que foi dito no post acima. ah, falando sobre o primeiro dia, você não perdeu coisa alguma.
Ninguem falou em agregar valor? sinergia?
Usar a sinergia de interação com o usuário possibilitado pelo blog para agregar valor ao dna da marca?
Aprovadíssimo!
Saí pensando muito como um diretor de markting online de um portal gigante fala parecendo um MC…. mal, mto mal! Sem conexão tb já era de se imaginar, assim como a falta de tomadas!
Mas as twittadas por SMS salvaram minha liberdade de expressão! ;)
A única coisa que realmente valeu a pena do Social Media Brasil foram as mensagens que a galera deixou no Twitter, durante (quando o wi-fi dava o ar da graça) e depois do evento. Quanto às palestras, só assisti as do primeiro dia, já que não precisei pagar, e achei a maioria delas bem “mais do mesmo”. Quem não foi não perdeu absolutamente nada.
Na verdade social media é bem simples, mas envolve o que as empresas mais têm medo de fazer: dar espaço para o cliente falar mal delas em público.
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Não é simples.
E envolve bem mais do que isso.
O post foi uma análise rasa do evento.
Fui ao evento pela primeira vez.
Era um dos pouquíssimos clientes presentes…so ví agência e veículo por lá.
Até a minha opinião, que não é de um “especialista” na área, vai muito de encontro com a sua. O primeiro dia foi muito ruim, mas no segundo dia, pelo menos para mim, valeu a pena (Afinal vou ser reembolsado pela “firma”, rs)…Queria ver cases e realmente vi alguns.
Talvez fora da realidade padrão, mas, foi legal…Dá um norte pra futuras ações e, o mais importante pra mim, ficou claro que é definitivamente importante trabalhar com base nestas ferramentas sociais, pois funcionam como um catalisador de conteúdos, opiniões e um viabilizador de relacionamentos muito mais potente do que qualquer outro formato de mídia.
Não fui, mas já tinha a impressão que seria “mais do mesmo”. Na minha humilde opinião não creio que seja culpa dos palestrantes [ não me refiro a falta de wireless e recursos], mas sim porque quem hoje trabalha neste mercado tem uma única certeza: tá todo mundo aprendendo junto e ninguém sabe mesmo tudo e a fórmula mágica do como fazer. Jabá? Isso era óbvio, né?
Sinto que temos (Brasil) muito a aprender em SM. Mas praguejam como se já soubéssemos tudo.
É muito bom ler a crítica de quem não pertence a esta meia dúzia que se tornou “dominante” do assunto por aqui. Se um dia desconstruirem a meritocracia, conseguiremos andar.
Abraço.
Não havia visto seu reply.
Não interpreto o texto como ofensa, é web, não estamos cara a cara, isso já faz a discussão começar de um lugar não mto favorável. Trocar pedradas virtuais não está na minha lista de passatempos.
Social Media hoje tem grandes advogados, grandes vendedores, clientes ansiosos em implementar e de fato pouca gente sólida.
Logo, o mais complicado é diferenciar o joio do trigo.
Isso pode gerar uma percepção equivocada de todo mundo estar no mesmo saco, o que é bom para os embusteiros, que acabam ficando na média, e ruim para quem de fato entrega, que é reduzido ao denomiador comum da massa. Sad but true.
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