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	<title>Loja de grosserias &#187; Linux</title>
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	<description>Infame.</description>
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		<title>Misteriosos bugs insolúveis do caralho</title>
		<link>http://grosserias.blog.br/2009/02/01/misteriosos-bugs-insoluveis-do-caralho/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 17:18:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FZero</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[Mac]]></category>
		<category><![CDATA[Raiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre digo que informática não é uma ciênca exata, e tenho movitos para isso.

Meu aniversário é semana que vem, mas minha incrível, fantástica e NERD mulher me deu o presente adiantado: um HD de 320Gb para substituir o de míseros 120Gb (éééé, vai trabalhar com música pra ver só) que veio no meu Macbook.

Puta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre digo que informática não é uma ciênca exata, e tenho movitos para isso.</p>

<p>Meu aniversário é semana que vem, mas minha incrível, fantástica e NERD mulher me deu o presente adiantado: um HD de 320Gb para substituir o de míseros 120Gb (éééé, vai trabalhar com música pra ver só) que veio no meu Macbook.</p>

<p><img src="http://grosserias.blog.br/wp-content/uploads/2009/02/wdfscorpioblue_bevt.jpg" alt="wdfscorpioblue_bevt" title="wdfscorpioblue_bevt" width="300" height="300" class="alignleft size-full wp-image-131" />Puta presentaço! O HD é um <a href="http://www.wdc.com/en/products/products.asp?driveid=377">Western Digital Scorpio Blue</a> (ui), que só tem recebido reviews elogiosas. E o melhor de tudo é que o upgrade no Macbook seria muito fácil, já que tenho um HD externo com um backup feito pelo Time Machine. Para restaurar é só trocar o HD, usar o DVD de instalação do Mac OS e pedir para restaurar o backup para o disco novo.</p>

<p>Molezinha, certo? <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VT8uiT_rZ5k">NOT!</a></p>

<p>Troquei o HD, coloquei o DVD do Mac OS e&#8230; cadê o HD? Desconfiei que poderia ser algum mau-contato, mas resolvi dar uma investigada antes de abrir o note de novo. Fui no System Profiler e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5_iFR5NMXbE">pimba!</a>, lá estava ele. &#8220;Ah, devo ter que particionar e formatar antes, claro&#8221;. Abri o Disk Utility para fazer justamente isso e, de novo, CADÊ O HD?</p>

<p>Nesse momento fiquei intrigado e catei alguns how-tos para ver se tinha pulado alguma etapa.</p>

<p>Não. Tudo certo.</p>

<p>Como vocês podem imaginar, o sentimento de WTF começa a emergir.</p>

<p>Resolvi colocar meu chapéu 1337 e bootei o Mac com o <a href="http://www.sysresccd.org">System Rescue CD</a>. O Linux detectou tudo direitinho &#8211; inclusive o HD novo, quem diria. Particionei o HD no padrão Mac (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/GUID_Partition_Table">GUID</a>) e consegui fazer um teste simples. Funciona! Beleza, vamos bootar com o DVD do Mac OS de novo.</p>

<p>De novo, CADÊ O HD? <a href="http://www.urbandictionary.com/define.php?term=omgwtfbbq">OMGWTFBBQ!!!</a></p>

<p>Desisti, coloquei o HD original no lugar e o computador bootou normalmente, como se apontasse para a minha cara e dissesse IÁÁÁÁÁ TROUXA! Dou uma procurada na internet e, por sorte, descubro que não estou louco: tem pelo menos uma pessoa com um problema <a href="http://episteme.arstechnica.com/eve/forums?f=8300945231&amp;s=50009562&amp;r=947009196931&amp;a=tpc&amp;m=613004746931#947009196931">EXATAMENTE IGUAL ao meu</a>, só que num Macbook Pro.</p>

<p>Não é a primeira vez em todos esses anos nessa indústria vital que encontro um bug bizarro desse tipo. A <a href="http://renata.org">Renata</a> teve uma <a href="http://renata.org/post/windows-2000-a-saga/">placa mãe</a> que se recusava a instalar Windows 2000 e FreeBSD, mas funcionava perfeitamente com Linux, Windows 98 e XP. Não faz o menor sentido certo? Tanto quanto o meu problema entre o Mac OS Leopard e o HD (sim, é problema do Leopard &#8211; afinal o Linux consegue usar o HD normalmente).</p>

<p>Como disse no <a href="http://episteme.arstechnica.com/eve/forums?f=8300945231&amp;s=50009562&amp;r=947009196931&amp;a=tpc&amp;m=613004746931#947009196931">fórum do Ars Technica</a>, acho que a melhor solução é trocar o HD por outro modelo, já que é fútil esperar que a Apple solte um bugfix para um problema que apenas duas pessoas (até o momento) relataram. Fora isso, o problema pode estar acontecendo em apenas alguns lotes do HD, ou uma versão específica de firmware, ou algum outro vudu tecnológico que confirma a primeira frase deste post.</p>

<p>Anotem amiguinhos: Murphy é o padroeiro da TI. Nunca se esqueçam disso. De qualquer forma amei o presente (viu Nat?). :-)</p>

<p><strong>PS:</strong> E, mais uma vez, a lenda de que Macs nunca, <em>jamais</em> têm problemas vai por água abaixo.</p>

<p><strong>UPDATE:</strong> Aparentemente tem <a href="http://en.kioskea.net/forum/affich-45414-leopard-os-installer-does-not-recognize-hd">muito</a> <a href="http://www.fixya.com/support/t1506287-os_10_5_recognize_western_digital_hard">mais</a> <a href="http://www.mac-forums.com/forums/other-hardware-peripherals/113186-new-hard-drive-not-recognized-macbook-13-a.html">gente</a> com o <a href="http://forum.insanelymac.com/lofiversion/index.php/t20955.html">mesmo</a> <a href="http://www.experts-exchange.com/Apple/Operating_Systems/OS_X/Q_23095052.html">problema</a>. Existe algo estranho entre Macs e HDs Western Digital. Um não vai com a cara do outro.</p>

<p><strong>UPDATE 2:</strong> Finalmente estou com HD novo. A solução foi trocar por outra marca mesmo &#8211; no caso um <a href="http://www.samsung.com/global/business/hdd/productmodel.do?type=62&amp;subtype=67&amp;model_cd=324#">Samsung Spinpoint M6 HM320JI</a>. Segundo as reviews, ele é BEM melhor que o Western Digital (Incrível, não? Ninguém dá nada pelos Samsung aqui no Brasil).</p>
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		<title>Maçãs e pingüins</title>
		<link>http://grosserias.blog.br/2008/04/22/macas-e-pinguins/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 16:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FZero</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[Mac]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, chegou a minha vez. Este é mais um dentre os inúmeros posts que existem por aí sobre Mac vs. PC. A grande diferença entre este e todos os outros ~1.182.000 (segundo o google) é que a comparação será feita entre MacOS X e Linux.

Na verdade o que motivou esse post foi justamente o equilíbrio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, chegou a minha vez. Este é mais um dentre os inúmeros posts que existem por aí sobre Mac vs. PC. A grande diferença entre este e todos os outros ~1.182.000 (<a href="http://www.google.com/search?q=mac+vs.+pc">segundo o google</a>) é que a comparação será feita entre <a href="http://www.apple.com/macosx/">MacOS X</a> e <a href="http://www.ubuntulinux.com">Linux</a>.</p>

<p>Na verdade o que motivou esse post foi justamente o equilíbrio entre os dois sistemas. No meu novo emprego eu tive a sorte de ter liberdade para escolher a plataforma em que eu iria trabalhar. No começo, como havia algumas máquinas PC sobrando, optei por instalar o <a href="http://www.ubuntulinux.com">Ubuntu 7.10</a>. Tudo corria bastante bem até aparecer a oportunidade de passar para um <a href="http://www.apple.com/macbookpro/">MacBook Pro</a>. ÓBVIO que aceitei na hora, mas fiquei o tempo todo tentando achar o motivo para tanto hype em cima das maçãs. Foi então que eu me dei conta de três coisas quase ao mesmo tempo:</p>

<ul><li> Linux em geral e Ubuntu em particular chegaram num nível absurdo de facilidade de uso e praticidade, tanto que a mudança para o Mac não causou nenhuma surpresa.</li>
<li> A única diferença real entre Mac e Linux é que existem softwares comerciais mainstream para o Mac (Office, Photoshop, Ableton Live e por aí vai).</li>
<li> Eu não achei o Mac &#8220;uaaaau, espetacular!&#8221; justamente porque minha experiêcia com PC nos últimos anos foi basicamente com Linux. Na verdade venho tendo uma grande preguiça de bootar no Windows para fazer música justamente porque ele é tão ruim que desanima. É como trocar uma Ferrari por um Fusca justamente no momento em que você precisa ir de 0 a 100 em 5 segundos. resumindo: eu cansei de Windows. Seriamente.</li></ul>

<p>Eu já havia trabalhado com Macs há muito tempo atrás na época do boom da web 1.0 e do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mac_OS_9">MacOS 9</a>. Cheguei a brincar um pouco com o OS X, mas nunca tinha usado ele diariamente. No momento estou há duas semanas usando o MacBook para desenvolvimento web (<a href="http://www.rubyonrails.org/">Ruby on Rails</a> e manutenção remota de servidores, basicamente), mas aproveitei a folga do feriado para fazer alguns testes com versões Mac dos programas de produção de áudio que costumo usar para ter uma idéia melhor das diferenças de velocidade entre as máquinas e sistemas.</p>

<p>Chega de couvert! Vamos à feijoada. <span id="more-80"></span></p>

<h2>Linux</h2>

<p>Acabei de me dar conta que uso Linux há 7 anos, o que significa que estou ficando velho. Minha primeira distro foi <a href="http://www.mandriva.com/">Mandrake</a> 8.0, depois de uma tentativa frustrada com o <a href="http://www.conectiva.com.br/">Conectiva</a> Marumbi. Depois disso passei por <a href="http://www.redhat.com">Red Hat</a>, <a href="http://www.debian.org">Debian</a> e finalmente Ubuntu, desde a versão 5.04 (Hoary). Nesse tempo todo muita coisa mudou, principalmente em facilidade de uso. Atuamente instalar Linux é um processo bem mais amigável do que instalar Windows (independente da versão), sendo quase sempre possível rodar o sistema direto do CD para ter uma idéia do que se trata antes de fazer a instalação no HD. Aparentemente essa é uma característica única do Linux, já que o MacOS X não faz isso (curiosamente o MacOS 9 fazia).</p>

<p>O Linux tem algumas opções diferentes de interface gráfica, sendo <a href="http://gnome.org">Gnome</a> e <a href="http://kde.org">KDE</a> as mais populares. Ambas funcionam com recursos 3D das placas de vídeo modernas<a href="#nota1">*</a>, tendo animações, transparências e todos os outros efeitos que foram introduzidos há alguns anos pelo MacOS X e copiados descaradamente no Windows Vista. A grande diferença aqui é que os efeitos podem ser ativados mesmo em máquinas antigas. Já os usei sem problemas num desktop com uma Nvidia GeForce2  e num notebook Pentium M 1.5 com vídeo Intel on-board.</p>

<p>Eu pessoalmente prefiro o Gnome. Para efeitos de comparação com MacOS ele é provavelmente a melhor opção, já que as duas interfaces têm objetivos parecidos (simplicidade de uso e visual clean).</p>

<p><center><a href='http://www.geradorzero.com/grocery/wp-content/uploads/2006/08/xgl-1.png'><img src="http://www.geradorzero.com/grocery/wp-content/uploads/2006/08/xgl-1.png" alt="Gnome" title="Gnome" width="150" height="112" class="alignleft size-thumbnail wp-image-9" /></a></center></p>

<p>A grande vantagem do Linux é que virtualmente todos os programas são gratuitos e de código aberto. Isso tem duas conseqüências:</p>

<ul><li> Todas as distros têm algum tipo de mecanismo para baixar os programas diretamente de repositórios na internet, com total segurança e sem que você precise ficar catando no google qual é o programa certo para fazer uma certa tarefa. No caso específico do Ubuntu, basta abrir o <a href="http://www.nongnu.org/synaptic/action.html">Synaptic</a>, buscar o que você precisa e pedir para instalar. O programa cuida de tudo sozinho. Se você mudar de idéia, pode desinstalar tudo sem problemas também &#8211; ao contrário do que acontece no Windows, o sistema não deteriora com sucessivas instalações e desinstalações de programas. Quer testar 5 players de vídeo diferentes? Vá em frente! :-)</li>

<li> Você tem liberdade total para adaptar e alterar os programas. Embora essa característica em princípio seja mais atraente para usuários técnicos, isso significa que há sempre muitas pessoas trabalhando na melhoria dos programas, o que se reflete em menos falhas de segurança e evolução muito mais rápida do sistema como um todo.</li></ul>

<p>Outra característica bastante interessante é a integração com serviços e protocolos utilizados na internet. Como quase toda a infra-estrutura da internet é baseada em Linux e outros sistemas Unix, as barreiras entre o seu computador e o resto da rede são bastante transparentes &#8211; e o que é melhor, sem abrir mão da segurança. Por ter sido pensado desde o início como um sistema para vários usuários, seus dados estão sempre protegidos de visitantes indesejáveis.  Falando em segurança, não existe até hoje registro de um vírus que ataque o Linux.<a href="#nota2">**</a></p>

<p>Para fechar: se for realmente necessário, é possível rodar programas Windows dentro do Linux. Usando o <a href="http://www.winehq.org">Wine</a> nem mesmo é necessário ter uma cópia do Windows disponível. Se você preferir rodar o Windows inteiro numa janela (estilo <a href="http://www.parallels.com">Parallels</a>), existem várias opções de virtualização. Recomendo muito o <a href="http://www.virtualbox.org/">VirtualBox</a>.</p>

<h2>Mac</h2>

<p>Macs são bonitos. Macs são fofos. Macs funcionam. Para melhorar ainda mais, Macs nem são mais tão caros! Um MacBook anda custando basicamente o mesmo que um notebook de configuração semelhante, mesmo aqui no Brasil.</p>

<p>Para um usuário Windows, usar um Mac é uma revolução na maneira de usar o computador e na percepção do que você deve esperar dele. Para um usuário de Linux é apenas mais do mesmo &#8211; mas num hardware mais bem acabado.</p>

<p>Toda a parte de segurança e integração com a internet que eu falei em relação ao Linux vale também para o Mac. Não é necessário instalar anti-vírus e coisas do tipo. O MacOS X é baseado no FreeBSD, que também é um <em>sabor</em> de Unix. Nada impede que você tenha um servidor web rodando no seu computador &#8211; ou dez, ou vinte, exatamente como no Linux.</p>

<p>Na verdade, praticamete não há diferenças entre Linux e Mac no modo de usar. Algumas coisas são mais fáceis e práticas no Linux (sim, sério) e outras no Mac, mas o raciocínio é basicamente o mesmo. E se você precisar das ferramentas de linha de comando que são comuns no Linux, basta instalar o <a href="http://www.macports.org">MacPorts</a>, se entupir de software livre e ser feliz.</p>

<p>Mas há uma grande diferença, e ela faz toda a, er, diferença: praticamente todos os programas comerciais existentes para Windows têm versão para Mac. Fora isso, na parte de produção de áudio e vídeo, alguns produtos considerados padrão de mercado só existem para ele (<a href="http://www.apple.com/finalcutstudio/finalcutpro/">Final Cut Pro</a> e <a href="http://www.apple.com/logicstudio/logicpro/">Logic</a>, por exemplo). Há alternativas viáveis em muitos casos para Linux, mas em multimídia o Mac é realmente imbatível.</p>

<p>Também é possível rodar programas de Windows no MacOS X, caso seja inevitável. A opção mais popular para fazer isso é o já citado Parallels, que apesar de ser pago é incrivelmente bem integrado ao sistema. O VirtualBox também tem versão para Mac, mas a integração dele não passa nem perto da do Parallels &#8211; embora ele seja de graça. Ambas as opções exigem que você tenha uma cópia de Windows para instalar.<a href="#nota3">***</a></p>

<p>Então tudo são flores no Mac? Não! Preparem-se para as infames&#8230;</p>

<h2>Pegadinhas do Mac</h2>

<p>Nada pode ser perfeito certo? Algumas coisas são realmente irritantes no Mac. Embora não seja nada que o deixe no mesmo nível de retardamento mental do Windows, grande parte das irritações do mundo Mac poderiam ser corrigidas pela própria Apple com alguma boa vontade.</p>

<p>É bom ressaltar que nesse quesito o Linux vence de lavada. O MacOS X é proprietário e de código fechado, portanto não há uma comunidade de desenvolvedores melhorando continuamente o sistema. A Apple é a única fonte de updates e alterações nos softwares que vêm no MacOS X &#8211; e isso é um grande problema já que ela é comandada por um certo senhor que atende pelo nome de Steve Jobs. Esse senhor vem a ser um porraloca que muda de idéia com grande frequência, o que pode ser ótimo para o marketing, mas não é tão bom para os usuários. O último update do MacOS X &#8211; Leopard &#8211; fez com que vários programas parassem de funcionar. Esse tipo de coisa dificilmente aconteceria no Linux.</p>

<p>Mas não vamos nos desviar do assunto. Vamos às pegadinhas:</p>

<ul>
<li> A barra de menu única para todos os programas é muitas vezes um incômodo, especialmente quando se trabalha com mais de um monitor. Eu sei que essa é uma característica clássica da interface do Mac, mas me deixem reclamar. :-) Se a barra se estendesse até o segundo monitor isso nem seria um problema tão grande, mas não é o caso.</li>
<li> Macs não vêm de fábrica com mapas de teclados brasileiros! O trote de todo usuário de Mac brasileiro é catar no google o mapa de teclas &#8220;Brazil&#8221; assim que conecta o computador à internet. Lembrem-se que EXISTE uma <a href="http://www.apple.com.br">Apple Brasil</a>, portanto isso é absolutamente imperdoável.</li>
<li> Todo mundo reclamou quando a Microsoft empurrou o Internet Explorer junto com o Windows, mas a Apple faz muito pior com o iLife (Safari, iTunes, iPhoto etc.). É incrível que ninguém reclame de monopólio. Ok, isso não chega a ser super-irritante, mas é uma grande demonstração de como as pessoas têm dois pesos e duas medidas.</li> 
<li> A interface gráfica é bastante bonita, mas pode dificultar operações que deveriam ser bastante simples. Copiar arquivos de uma pasta para outra sem estar vendo as janelas correspondentes abertas ao mesmo tempo é bastante contra-intuitivo, por exemplo.</li>
<li> O MacOS se apossa por padrão das teclas de função (F1, F2 etc.). Tomei um susto quando apertei F11 para colocar o Firefox em modo fullscreen e ao invés disso todas as janelas sumiram da tela para mostrar o que havia no desktop. Essa configuração pode ser alterada, mas pega qualquer um desprevinido.</li>
<li> Ainda no teclado: as teclas Home e End têm comportamento contra-intuitivo. Ao invés de irem para o começo ou final da linha de texto, elas movem o cursor para o começo ou final DO TEXTO INTEIRO. É muito mais lógico ter uma combinação de teclas como Ctrl+Home/Ctrl+End para fazer algo assim. O pior é que essa configuração não pode ser alterada com facilidade! Você que se acostume a usar Maçã-setas para navegar no texto!</li>
<li> A maior irritação de todas certamente são os usuários fanáticos de Mac, disparado. É difícil saber quem irrita mais: xiitas do Mac ou xiitas do Linux.</li>
</ul>

<h2>Conclusão</h2>

<p>A não ser que você seja masoquista, não existe uma boa razão para usar Windows. Sério.</p>

<p>Há algum tempo atrás Linux era um sistema complicado de instalar e Macs eram muito caros, mas nada disso é verdade atualmente. Eu mesmo me cansei completamente de ter que reinstalar o Windows uma vez por ano. Ele se deteriora sozinho, sem que seja necessário fazer nada. Como disse no início, as idiossincrasias do Windows me fazem ter preguiça de iniciar nele, e por conta disso eu acabo ficando sem a menor vontade de produzir música. Infelizmente os programas do Linux ainda não estão num nível bom o bastante nesse departamento, senão eu não teria do que reclamar.</p>

<p>A conclusão real é que eu provavelmente vou trocar meu notebook velho de guerra por um Mac daqui a algum tempo. A outra solução seria fazer um <a href="http://www.sykey.net/hackintosh/">Hackintosh</a>, mas não sei se confiaria nele para tocar ao vivo (fora que a diferença de preço é pequena o bastante para não ser um fator determinante na escolha). Sempre que eu quiser usar Linux posso fazer um dual-boot, e sempre que eu me sentir especialmente masoquista posso abrir o Windows no Parallels ou VirtualBox.</p>

<p>O Mac acabou se mostrando a alternativa perfeita para ter tudo &#8211; mesmo, até as coisas ruins &#8211; numa máquina só.
&nbsp;
&nbsp;</p>

<h2>Notas</h2>

<ul>
<li><a name="nota1">*</a> Ao pessoal mais técnico que sempre exige explicações super-detalhadas (leia-se chatos): sim, eu estou simplificando as coisas aqui. Não vem ao caso explicar em detalhes o que é compiz-fusion nesse post. Ele vem instalado por default nas distros mais populares atualmente, então na prática é isso mesmo: o Linux utiliza os recursos 3D das placas de vídeo por padrão. Volte para o seu quarto e sua foto autografada do Stallmann. Já.</li>
<li><a name="nota2">**</a> Novamente para os chatos: não existe nenhum vírus <strong>real</strong> para Linux. Algumas provas de conceito já foram feitas, mas devido ao sistema de permissões de arquivo do Linux (na verdade dos sistemas Unix em geral, incluindo o MacOS X), os vírus não conseguem se espalhar, já que não conseguem se copiar para dentro dos arquivos do sistema sem permissão expressa do usuário.</li>
<li><a name="nota3">***</a> O Wine para MacOS X (<a href="http://darwine.sourceforge.net/">Darwine</a>) ainda está engatinhando em funcionalidades, mas é promissor.</li>
</ul>
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		<title>Ubuntu 7.10 &#8211; Memórias de meus upgrades</title>
		<link>http://grosserias.blog.br/2007/10/21/ubuntu-710/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 01:56:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FZero</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>

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		<description><![CDATA[Como esmagadora maioria dos usuários de Ubuntu, fiz esta semana o upgrade da versão 7.04 (Feisty Fawn) para a 7.10 (Gutsy Gibbon). Tenho duas máquinas &#8211; um notebook Toshiba M35X-S311 (Centrino Pentium M 1.5) e um desktop AMD64 com chipset nForce [*] &#8211; e tive experiências bem diferentes durante os dois upgrades.

O plano

Minha intenção era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como esmagadora maioria dos usuários de <a href="http://www.ubuntu.com">Ubuntu</a>, fiz esta semana o upgrade da versão 7.04 (Feisty Fawn) para a 7.10 (Gutsy Gibbon). Tenho duas máquinas &#8211; um notebook Toshiba M35X-S311 (Centrino Pentium M 1.5) e um desktop AMD64 com chipset nForce <a title="Configurações completas no fim do post." href="#config">[*]</a> &#8211; e tive experiências bem diferentes durante os dois upgrades.</p>

<h2>O plano</h2>

<p>Minha intenção era fazer o upgrade no notebook através do update manager e uma reinstalação completa no desktop. Ambos estão configurados com uma partição <code>/home</code> separada, o que torna tudo bem mais fácil.</p>

<p>O desktop estava com a versão AMD64 do 7.04, mas depois de algumas frustrações instalando programas multimídia com pacotes binários que me fizeram gastar um bom tempo criando configurações especiais (e alguns não funcionavam 100% nem assim) decidi retornar para os 32 bits. O pequeno ganho de performance simplesmente não estava compensando a chateação.</p>

<h2>Go go go!</h2>

<p>Baixei as ISOs Desktop e Alternate install via bit torrent ridiculamente rápido (mais de 1000 seeders!), queimei os CDs e comecei pelo notebook. Como a procura pela distro estava absurda nos primeiros dias, decidi tentar usar o CD Alternate para fazer o upgrade ao invés de usar a conexão e me arriscar a ficar com o processo parado na metade.</p>

<p>Coloquei o CD no drive e, bingo, o Ubuntu se ofereceu para fazer o upgrade. Lindo. Vamos lá.</p>

<p><strong>No meio da instalação o processo pára com uma mensagem de erro dizendo que o CD estava corrompido.</strong> Fiz o boot pelo CD e pedi o teste de mídia. O CD estava sem problema algum. Estranho. Bootei novamente o notebook e resolvi arriscar fazer o upgrade via rede mesmo. O congestionameto nos servidores já não estava tão grande e o processo finalmente começou.</p>

<p>Após alguns minutos baixando arquivos e alterando configurações o processo para de novo, dessa vez reclamando que não havia espaço suficiente em disco (1.2Gb na partição do sistema, quando são necessários 1.6Gb).</p>

<p>Queridos desenvolvedores, anotem esse pedido simples de um usuário fiel: <strong>se você tem como me avisar de antemão que eu não vou ter espaço suficiente para fazer um upgrade, faça isso antes de me fazer perder tempo.</strong> Eu realmente não precisava ter esperado 15 minutos vendo o update manager baixar arquivos e alterar configurações à toa.</p>

<p>A única alternativa acabou sendo fazer uma reinstalação do zero mesmo. Foi nesse momento que surgiu&#8230;</p>

<h2>O bug</h2>

<p><a target="_blank" href='http://grosserias.blog.br/wp-content/uploads/2007/10/mega_font.png' title='Bug absurdo no Ubuntu 7.10 com vídeo Intel'><img class="floatleft" src='http://grosserias.blog.br/wp-content/uploads/2007/10/mega_font.thumbnail.png' alt='Bug absurdo no Ubuntu 7.10 com vídeo Intel' /></a> Assim que o CD terminou o boot e entrou no desktop, algo parecia errado. As barras de título das janelas estavam enormes, com apenas uma letra aparecendo. Vejam bem, eu gosto de design de vanguarda, mas não desse jeito. Consegui resolver o problema desligando os efeitos 3d no painel de controle. O visual continuou normal depois de ligar os efeitos de novo. &#8220;Hm, ok. É um vacilo, mas vamos lá&#8221;.</p>

<p>Com a instalação terminada, rebootei o notebook. Tela de login no ar. Vou escrever o meu username e <strong>a fonte dentro da caixa de texto está enorme</strong>. Por sorte, depois do login, o desktop parecia normal, mas a tela de login sempre apresentava o mesmo problema.</p>

<p>Depois de uma (não tão) rápida pesquisa no google descubro que <strong>o Ubuntu foi lançado com um <a href="https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+source/xserver-xorg-video-intel/+bug/107320" target="_blank">bug</a> em um dos drivers de vídeo para as placas Intel presentes em quase 80% dos notebooks vendidos hoje em dia</strong>. Pior que isso, a solução envolve editar arquivos de configuração.</p>

<p>Em 2007.</p>

<p>E isso depois que a versão anterior detectou perfeitamente a mesma placa de vídeo.</p>

<p>Pisada de bola feia, certo?</p>

<p>Eu imagino qual seria a reação da minha mãe instalando o Ubuntu e vendo uma coisa dessas (sim, ela já me pediu para colocar Linux no notebook dela). Por sorte eu não sou ela e sei editar o xorg.conf, mas não achei graça nenhuma. Se eu fosse a minha mãe, eu teria procurado outra distro na hora ou simplesmente desistiria do Linux, não importando o quanto meu filho me dissesse que é o máximo.</p>

<p>Mas ok, justiça seja feita, depois de resolver o bug, tudo correu às mil maravilhas e os efeitos 3d estão mais estáveis do que nunca. Cool! Vamos passar para o desktop!</p>

<h2>Er&#8230; go go go?</h2>

<p>Live CD no drive e&#8230; ei, por quê a minha tela está em 800&#215;600? Eu tenho uma boa placa de vídeo e um monitor razoável, isso não deveria acontecer. Não estou vendo o problema das fontes enormes, mas os pixels&#8230;</p>

<p>Aparentemente, o Ubuntu detectou o a minha placa corretamente como NVidia, mas o Live CD carregou um driver genérico e se recusava a ir além dos ridículos 800&#215;600. Resultado: tive que ficar arrastando as janelas do instalador para cima e para baixo para poder editar os parâmetros e apertar os botões para continuar.</p>

<p>Eu já uso linux  há algum tempo e sei que apertar Alt junto com o botão da esquerda faz com que a janela seja movida, independente do lugar onde o mouse é clicado. Um usuário novato só vai conseguir fazer isso clicando na barra de título &#8211; a mesma que fica escondida debaixo da barra de menu enquanto a janela está deslocada para cima.</p>

<p>Outro vacilo de interface.</p>

<p>Em 2007.</p>

<p>Num linux que supostamente é para novatos.</p>

<p>Acho que vejo um padrão aqui.</p>

<p>A instalação corre bem, mas o problema da tela só se resolve quando os drivers restritos da NVidia são ativados. Depois disso, tudo é festa.</p>

<h2>A parte boa</h2>

<p>Realmente o Ubuntu 7.10 está com <a href="http://www.ubuntu.com/getubuntu/releasenotes/710tour">várias melhorias</a>, principalmente na configuração monitores (depois que você consegue fazer o vídeo funcionar direito, pelo menos) e impressoras. As partições NTFS do windows são detectadas e configuradas com suporte para leitura e escrita automaticamente, uma feature que nem o MacOS tem ainda. Alguns controles foram mudados de lugar e agora estão bem mais intuitivos (o painel Appearance é um bom exemplo) e a integração do Firefox com o sistema melhorou bastante, incluindo a instalação de plugins e extensões.</p>

<p><img class="floatleft" src='http://grosserias.blog.br/wp-content/uploads/2007/10/borathi5.jpg' alt='High Five!' /> Mas a melhor novidade na minha opinião é o pacote Ubuntu Restricted Extras, que instala todos os codecs necessários para tocar formatos de áudio e vídeo (com exceção de DVDs com região &#8211; falo mais disso em seguida). Isso elimina completamente a necessidade de instalar o <a href="http://www.getautomatix.com">Automatix</a>, que tem a fama de bagunçar o sistema.</p>

<p>Ficam faltando apenas uns poucos codecs e o suporte completo a DVD, mas para isso basta adicionar o <a href="http://www.medibuntu.org">Medibuntu</a> à lista de repositórios, marcar todos os upgrades e instalar o libdvdcss2. Depois disso, o Ubuntu se torna um sistema multimídia absolutamente completo. High Five!</p>

<h2>A parte ruim</h2>

<p>Eu fiquei realmente decepcionado com os bugs de instalação na versão final. É impossível ter um sistema 100% livre de bugs, mas o problema das fontes é bem visível e de solução relativamente fácil para usuários com alguma experiência. <strong>O problema é que ele está marcado até agora como bug de importância média no Launchpad.</strong> Não acho que um bug que pode potencialmente afastar milhares de usuários que têm notebooks com vídeo Intel seja apenas medianamente importante.</p>

<p>Outro bug que grande parte da comunidade de desenvolvedores teima em insistir que é uma feature é a falta de suporte default à cedilha em teclados americanos. Por padrão, digitar acento agudo + c resulta em <strong>ć</strong>. O argumento para isso é que usuários do leste europeu usam o c acentuado e que existe uma outra combinação de teclas que gera o cedilha (não me pergunte qual é, eu não sei). Em tese, há mais línguas que usam o <strong>ć</strong> do que o <strong>ç</strong>. Ok, em número de línguas vá lá, mas em número de usuários&#8230; duvido um pouco.</p>

<p><strong>Para mudar isso, é necessário editar um arquivo que, em teoria, não deveria ser alterado manualmente.</strong> Novamente: imaginem as suas mães fazendo isso! Seria muito mais simples adicionar uma variação ao modelo de teclado, certo? Já há algumas no painel de controle, então por quê não essa? Eu e a torcida do Flamengo (pelo menos a parte que usa Ubuntu) sabemos que isso não é difícil. É só uma questão de convencer os teimosos encarregados dessa parte da distro a incluir um modelo de teclado US-Brazil. Custa?</p>

<p>De um modo geral, o release anterior saiu bem mais redondo que esse. Espero sinceramente que esses bugs sejam corrigidos em breve e que uma nova versão dos arquivos ISO seja colocado no ar o mais rápido possível.</p>

<p><a name="config"></a></p>

<h2>Configuração completa dos computadores</h2>

<h3>Notebook Toshiba M35X-S311 (Centrino)</h3>

<ul>
<li>Processador Pentium M 1.5Ghz</li>
<li>1Gb RAM (64Mb compartilhados com vídeo)</li>
<li>HD 100Gb Toshiba</li>
<li>Drive combo CD-RW/DVD-R</li>
<li>Touchpad ALPS</li>
<li>Wi-Fi Intel ProSet</li>
<li>3 portas USB2.0, 1 mini-Firewire, 1 Ethernet, 1 Softmodem</li>
<li>Porta PCMCIA</li>
<li>Leitor de cartões 6 em 1 ENE (não suportado no Linux)</li>
</ul>

<h3>Desktop AMD64 (montado)</h3>

<ul>
<li>Processador Atlhon64 3200+ Socket 939</li>
<li>2Gb RAM (128Mb compartilhados com vídeo)</li>
<li>Placa-mãe Gigabyte GA-K8N51GMF-9 (chipset NForce)</li>
<li>Video on-board GeForce 6100</li>
<li>3 HDs: 2 x 80Gb (Samsung) e 1 x 30Gb (Quantum)</li>
<li>DVD-RW LG</li>
<li>Placa de som SoundBlaster Live!</li>
<li>6 portas USB2.0, 1 Firewire, 1 Gigabit Ethernet</li>
</ul>
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		<title>XGL rlz! &#8211; We don&#8217;t need no stinking Vista</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Aug 2006 18:43:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FZero</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>

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		<description><![CDATA[Aviso: post extremamente nerd adiante. Siga com cautela.

 Se você é minimamente geek sabe que a Microsoft vai lançar o Windows Vista em janeiro de 2007, a não ser que eles chutem a data para frente (de novo). Uma das features da nova versão é o uso de aceleração 3d para desenhar a interface gráfica. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Aviso:</strong> post extremamente nerd adiante. Siga com cautela.</em></p>

<p><a target="_blank" class="imagelink" href="http://www.geradorzero.com/grocery/wp-content/uploads/2006/08/Windows_Vista_5472_desktop.png" title="Windows Vista - clique para ampliar"><img align="left" style="margin-right:5px;" id="image12" src="http://www.geradorzero.com/grocery/wp-content/uploads/2006/08/Windows_Vista_5472_desktop.thumbnail.png" alt="Windows Vista" /></a> Se você é minimamente geek sabe que a Microsoft vai lançar o <a href="http://www.winsupersite.com/vista/">Windows Vista</a> em janeiro de 2007, a não ser que eles chutem a data para frente (de novo). Uma das features da nova versão é o uso de aceleração 3d para desenhar a interface gráfica. Isso não só deixa o processo mais rápido &#8211; já que joga a <em>responsabilidade</em> de desenhar a tela para a placa de vídeo &#8211; como também permite diversos efeitos interessantes como transparências, animações e por aí vai.</p>

<p>Mas temos dois problemas aí. O primeiro é que o Vista não vai sair de graça (o quêêê, o seu windows não é original???). O segundo é que ele é&#8230; o Vista. Por mais que digam por aí que ele tem várias inovações, tudo o que consigo ver nessa nova versão é mais consumo de memória, <a href="http://blogs.zdnet.com/Bott/?p=42">um sistema de &#8220;segurança&#8221;</a> que <a href="http://www.codinghorror.com/blog/archives/000571.html">enche o saco do usuário</a>, mais DRM e novos bugs. Vale à pena instalar essa bomba por causa de algumas frescurinhas a mais?</p>

<p><strong>Não.</strong></p>

<p>A boa notícia é que <strong>ninguém precisa</strong>. Yay!</p>

<p>Ontem achei este <a href="https://help.ubuntu.com/community/CompositeManager/Xgl">excelente tutorial</a> para instalar o XGL e o Compiz no <a href="http://www.ubuntulinux.com">Ubuntu Linux</a>.</p>

<p>Se a linha acima parece grego para você, eu explico. <a href="http://www.ubuntulinux.com">Ubuntu</a> é uma distribuição linux extremamente bem-acabada que funciona de primeira em virtualmente qualquer PC sem configurações adicionais. Atualmente é mais fácil de instalar do que o Windows (sério). <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Xgl">XGL</a> é um sistema gráfico para Linux que usa a aceleração 3d das placas de vídeo modernas. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Compiz">Compiz</a> é um gerenciador de janelas que usa o XGL para desenhar na tela. Na prática isso significa que você pode ter todos os efeitos que o Vista só vai ter ano que vem (e que o <a href="http://www.apple.com/macosx/">MacOS X</a> já faz há anos) no Linux. Hoje.</p>

<p><center><a target="_blank" class="imagelink" href="http://www.geradorzero.com/grocery/wp-content/uploads/2006/08/xgl-1.png" title="XGL no Ubuntu - Clique para ampliar"><img id="image9" src="http://www.geradorzero.com/grocery/wp-content/uploads/2006/08/xgl-1.thumbnail.png" alt="xgl-1.png" /></a> <a target="_blank" class="imagelink" href="http://www.geradorzero.com/grocery/wp-content/uploads/2006/08/xgl-2.png" title="XGL no Ubuntu - Clique para ampliar"><img id="image10" src="http://www.geradorzero.com/grocery/wp-content/uploads/2006/08/xgl-2.thumbnail.png" alt="xgl-2.png" /></a></center></p>

<p>A tela da esquerda mostra janelas com sombras, bordas transparentes e um terminal translúcido (aliás, <em>translúcido</em> é uma palavra realmente muito fresca, beirando o homossexual). A da esquerda mostra uma das funções do Compiz copiada diretamente do MacOS: miniaturas de todas as janelas abertas lado a lado (<em>exposé</em>). O que nenhuma das duas telas mostra são os menus animados com zoom e fade, múltiplos desktops selecionados girando um cubo com uma tela em cada face, alt-tab com miniaturas e efeitos de luminosidade e várias outras frescurinhas &#8211; todas animadas com uma velocidade absurda mesmo em máquinas relativamente antigas (desde que a placa de vídeo aguente, claro). No YouTube dá para achar vários vídeos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1n-6oEcAZ80">mostrando isso tudo</a>.</p>

<p>Eu já tinha feito uma experiência com o XGL há alguns meses, mas as coisas ainda estavam um pouco cruas demais. No momento os programas ainda são beta, mas o progresso nesse meio tempo foi tão absurdo que já é possível usá-los como padrão. O tutorial que citei no início usa um artifício de configuração bem interessante que deixa tanto a versão normal do quanto a acelerada disponíveis, então se algo der pau basta interromper a seção e entrar no modo 2D. Simples assim.</p>

<p>Ah sim. No parágrafo anterior eu falei de um progresso absurdo na qualidade de um sistema no período de meses. Essa é uma das maiores vantagens do código aberto. Enquanto isso a Microsoft está tentando lançar o Vista desde 2003&#8230; as últimas notícias de Redmond indicam que há uma <a href="http://arstechnica.com/news.ars/post/20060711-7232.html">chance de 80% para um lançamento em janeiro</a>. Os 20% que faltam pesam cada vez mais nos ombros de titio Gates e sua companhia.</p>

<p><strong>UPDATE:</strong> Assim que acabei de postar, a seguinte matéria foi linkada no <a href="http://it.slashdot.org/article.pl?sid=06/08/03/180206">Slashdot</a>: &#8220;<a href="http://www.winsupersite.com/showcase/winvista_ready.asp">Is Windows Vista ready? No. God, no.</a>&#8220;</p>
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