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	<title>Loja de grosserias &#187; Mac</title>
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	<description>Infame.</description>
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		<title>Serviço de Utilidade Pública</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 16:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FZero</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Mac]]></category>
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		<description><![CDATA[ O último update da Apple quebra o Java no OS X Leopard. Como eu acabei de gastar quase uma hora para consertar a caquinha, achei uma boa compartilhar o fix com os caléga.

Se você está setando o seu JAVA_HOME para /usr (como qualquer pessoa normal que use Linux, Solaris, &#42;BSD e qualquer outro sistema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://grosserias.blog.br/wp-content/uploads/2009/06/java_ouch.jpg" alt="Ouch!" title="Ouch!" width="200" height="181" class="alignleft size-full wp-image-251" /> O último update da Apple quebra o Java no OS X Leopard. Como eu acabei de gastar quase uma hora para consertar a caquinha, achei uma boa compartilhar o fix com os <em>caléga</em>.<br clear="all" /></p>

<p>Se você está setando o seu <code>JAVA_HOME</code> para <code>/usr</code> (como qualquer pessoa normal que use Linux, Solaris, &#42;BSD e qualquer outro sistema &#42;nix minimamente sensato), seu Java <em>vai</em> quebrar. No lugar disso, altere o valor no seu <code>~/.profile</code> para:</p>

<blockquote>
  <p><code>export JAVA_HOME=/System/Library/Frameworks/ JavaVM.framework/Versions/CurrentJDK/Home</code></p>
</blockquote>

<p>(Tudo numa linha só, ok)?</p>

<p>Molinho de lembrar, né? Eu acho lindo como a Apple <em>sempre</em> facilita a vida dos usuários! <code>&lt;/sarcasm&gt;</code></p>

<p><strong>UPDATE:</strong> O java <em>ainda</em> quebra no Snow Leopard, mas por outro lado esse fix <em>ainda</em> funciona.</p>
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		<title>Misteriosos bugs insolúveis do caralho</title>
		<link>http://grosserias.blog.br/2009/02/01/misteriosos-bugs-insoluveis-do-caralho/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 17:18:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FZero</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Linux]]></category>
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		<category><![CDATA[Raiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre digo que informática não é uma ciênca exata, e tenho movitos para isso.

Meu aniversário é semana que vem, mas minha incrível, fantástica e NERD mulher me deu o presente adiantado: um HD de 320Gb para substituir o de míseros 120Gb (éééé, vai trabalhar com música pra ver só) que veio no meu Macbook.

Puta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre digo que informática não é uma ciênca exata, e tenho movitos para isso.</p>

<p>Meu aniversário é semana que vem, mas minha incrível, fantástica e NERD mulher me deu o presente adiantado: um HD de 320Gb para substituir o de míseros 120Gb (éééé, vai trabalhar com música pra ver só) que veio no meu Macbook.</p>

<p><img src="http://grosserias.blog.br/wp-content/uploads/2009/02/wdfscorpioblue_bevt.jpg" alt="wdfscorpioblue_bevt" title="wdfscorpioblue_bevt" width="300" height="300" class="alignleft size-full wp-image-131" />Puta presentaço! O HD é um <a href="http://www.wdc.com/en/products/products.asp?driveid=377">Western Digital Scorpio Blue</a> (ui), que só tem recebido reviews elogiosas. E o melhor de tudo é que o upgrade no Macbook seria muito fácil, já que tenho um HD externo com um backup feito pelo Time Machine. Para restaurar é só trocar o HD, usar o DVD de instalação do Mac OS e pedir para restaurar o backup para o disco novo.</p>

<p>Molezinha, certo? <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VT8uiT_rZ5k">NOT!</a></p>

<p>Troquei o HD, coloquei o DVD do Mac OS e&#8230; cadê o HD? Desconfiei que poderia ser algum mau-contato, mas resolvi dar uma investigada antes de abrir o note de novo. Fui no System Profiler e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5_iFR5NMXbE">pimba!</a>, lá estava ele. &#8220;Ah, devo ter que particionar e formatar antes, claro&#8221;. Abri o Disk Utility para fazer justamente isso e, de novo, CADÊ O HD?</p>

<p>Nesse momento fiquei intrigado e catei alguns how-tos para ver se tinha pulado alguma etapa.</p>

<p>Não. Tudo certo.</p>

<p>Como vocês podem imaginar, o sentimento de WTF começa a emergir.</p>

<p>Resolvi colocar meu chapéu 1337 e bootei o Mac com o <a href="http://www.sysresccd.org">System Rescue CD</a>. O Linux detectou tudo direitinho &#8211; inclusive o HD novo, quem diria. Particionei o HD no padrão Mac (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/GUID_Partition_Table">GUID</a>) e consegui fazer um teste simples. Funciona! Beleza, vamos bootar com o DVD do Mac OS de novo.</p>

<p>De novo, CADÊ O HD? <a href="http://www.urbandictionary.com/define.php?term=omgwtfbbq">OMGWTFBBQ!!!</a></p>

<p>Desisti, coloquei o HD original no lugar e o computador bootou normalmente, como se apontasse para a minha cara e dissesse IÁÁÁÁÁ TROUXA! Dou uma procurada na internet e, por sorte, descubro que não estou louco: tem pelo menos uma pessoa com um problema <a href="http://episteme.arstechnica.com/eve/forums?f=8300945231&amp;s=50009562&amp;r=947009196931&amp;a=tpc&amp;m=613004746931#947009196931">EXATAMENTE IGUAL ao meu</a>, só que num Macbook Pro.</p>

<p>Não é a primeira vez em todos esses anos nessa indústria vital que encontro um bug bizarro desse tipo. A <a href="http://renata.org">Renata</a> teve uma <a href="http://renata.org/post/windows-2000-a-saga/">placa mãe</a> que se recusava a instalar Windows 2000 e FreeBSD, mas funcionava perfeitamente com Linux, Windows 98 e XP. Não faz o menor sentido certo? Tanto quanto o meu problema entre o Mac OS Leopard e o HD (sim, é problema do Leopard &#8211; afinal o Linux consegue usar o HD normalmente).</p>

<p>Como disse no <a href="http://episteme.arstechnica.com/eve/forums?f=8300945231&amp;s=50009562&amp;r=947009196931&amp;a=tpc&amp;m=613004746931#947009196931">fórum do Ars Technica</a>, acho que a melhor solução é trocar o HD por outro modelo, já que é fútil esperar que a Apple solte um bugfix para um problema que apenas duas pessoas (até o momento) relataram. Fora isso, o problema pode estar acontecendo em apenas alguns lotes do HD, ou uma versão específica de firmware, ou algum outro vudu tecnológico que confirma a primeira frase deste post.</p>

<p>Anotem amiguinhos: Murphy é o padroeiro da TI. Nunca se esqueçam disso. De qualquer forma amei o presente (viu Nat?). :-)</p>

<p><strong>PS:</strong> E, mais uma vez, a lenda de que Macs nunca, <em>jamais</em> têm problemas vai por água abaixo.</p>

<p><strong>UPDATE:</strong> Aparentemente tem <a href="http://en.kioskea.net/forum/affich-45414-leopard-os-installer-does-not-recognize-hd">muito</a> <a href="http://www.fixya.com/support/t1506287-os_10_5_recognize_western_digital_hard">mais</a> <a href="http://www.mac-forums.com/forums/other-hardware-peripherals/113186-new-hard-drive-not-recognized-macbook-13-a.html">gente</a> com o <a href="http://forum.insanelymac.com/lofiversion/index.php/t20955.html">mesmo</a> <a href="http://www.experts-exchange.com/Apple/Operating_Systems/OS_X/Q_23095052.html">problema</a>. Existe algo estranho entre Macs e HDs Western Digital. Um não vai com a cara do outro.</p>

<p><strong>UPDATE 2:</strong> Finalmente estou com HD novo. A solução foi trocar por outra marca mesmo &#8211; no caso um <a href="http://www.samsung.com/global/business/hdd/productmodel.do?type=62&amp;subtype=67&amp;model_cd=324#">Samsung Spinpoint M6 HM320JI</a>. Segundo as reviews, ele é BEM melhor que o Western Digital (Incrível, não? Ninguém dá nada pelos Samsung aqui no Brasil).</p>
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		<title>HOME e END no Mac</title>
		<link>http://grosserias.blog.br/2008/07/03/home-e-end-no-mac/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 14:04:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FZero</dc:creator>
				<category><![CDATA[Celebrate!]]></category>
		<category><![CDATA[Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Mac]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembram desse post? Pois bem, algum tempo depois eu comprei um macbook e estou muito satisfeito com ele&#8230; mas esse pequeno problema persistiu:


  Ainda no teclado: as teclas Home e End têm comportamento contra-intuitivo. Ao invés de irem para o começo ou final da linha de texto, elas movem o cursor para o começo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembram <a href="http://grosserias.blog.br/2008/04/22/macas-e-pinguins/">desse post</a>? Pois bem, algum tempo depois eu comprei um macbook e estou muito satisfeito com ele&#8230; mas esse pequeno problema persistiu:</p>

<blockquote>
  <p>Ainda no teclado: as teclas <code>Home</code> e <code>End</code> têm comportamento contra-intuitivo. Ao invés de irem para o começo ou final da linha de texto, elas movem o cursor para o começo ou final DO TEXTO INTEIRO. É muito mais lógico ter uma combinação de teclas como <code>Ctrl+Home</code>/<code>Ctrl+End</code> para fazer algo assim. O pior é que essa configuração não pode ser alterada com facilidade! Você que se acostume a usar Maçã-setas para navegar no texto!</p>
</blockquote>

<p><strong>Felizmente existe uma solução!</strong> Descobri hoje o maravilhoso <a href="http://www.cocoabits.com/KeyBindingsEditor/">KeyBindingsEditor</a>, um programinha gratuito que permite que você reconfigure o teclado. O <em>mínimo</em> que ele faz é alterar o comportamento das teclas (como <code>Home</code> e <code>End</code>, yay!), mas se você quiser pode criar várias macros e fazer um ou dois toques de teclas escreverem blocos inteiros de texto. Coisa fina!</p>

<p>Para poupar o trabalho dos que <em>também</em> odeiam usar maçã-setas, <a href="http://grosserias.blog.br/wp-content/uploads/2008/07/defaultkeybinding.dict">aqui está</a> o meu arquivo alterado de keybindings para download. Basta copiá-lo para <code>~/Library/KeyBindings</code> e ele funcionará automaticamente.</p>

<p>Só há um porém: a modificação só funciona nos programas que utilizam <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cocoa_(API)">Cocoa</a>, a biblioteca padrão de interface do Mac. Programas que usam suas próprias bibliotecas vão continuar se comportando do mesmo jeito. Isso inclui qualquer coisa em Java e, infelizmente, o Firefox. Por sorte, os editores de texto &#8211; que realmente importam, afinal &#8211; ficam fora dessa. :-)</p>
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		<title>Maçãs e pingüins</title>
		<link>http://grosserias.blog.br/2008/04/22/macas-e-pinguins/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 16:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>FZero</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geek]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[Mac]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, chegou a minha vez. Este é mais um dentre os inúmeros posts que existem por aí sobre Mac vs. PC. A grande diferença entre este e todos os outros ~1.182.000 (segundo o google) é que a comparação será feita entre MacOS X e Linux.

Na verdade o que motivou esse post foi justamente o equilíbrio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, chegou a minha vez. Este é mais um dentre os inúmeros posts que existem por aí sobre Mac vs. PC. A grande diferença entre este e todos os outros ~1.182.000 (<a href="http://www.google.com/search?q=mac+vs.+pc">segundo o google</a>) é que a comparação será feita entre <a href="http://www.apple.com/macosx/">MacOS X</a> e <a href="http://www.ubuntulinux.com">Linux</a>.</p>

<p>Na verdade o que motivou esse post foi justamente o equilíbrio entre os dois sistemas. No meu novo emprego eu tive a sorte de ter liberdade para escolher a plataforma em que eu iria trabalhar. No começo, como havia algumas máquinas PC sobrando, optei por instalar o <a href="http://www.ubuntulinux.com">Ubuntu 7.10</a>. Tudo corria bastante bem até aparecer a oportunidade de passar para um <a href="http://www.apple.com/macbookpro/">MacBook Pro</a>. ÓBVIO que aceitei na hora, mas fiquei o tempo todo tentando achar o motivo para tanto hype em cima das maçãs. Foi então que eu me dei conta de três coisas quase ao mesmo tempo:</p>

<ul><li> Linux em geral e Ubuntu em particular chegaram num nível absurdo de facilidade de uso e praticidade, tanto que a mudança para o Mac não causou nenhuma surpresa.</li>
<li> A única diferença real entre Mac e Linux é que existem softwares comerciais mainstream para o Mac (Office, Photoshop, Ableton Live e por aí vai).</li>
<li> Eu não achei o Mac &#8220;uaaaau, espetacular!&#8221; justamente porque minha experiêcia com PC nos últimos anos foi basicamente com Linux. Na verdade venho tendo uma grande preguiça de bootar no Windows para fazer música justamente porque ele é tão ruim que desanima. É como trocar uma Ferrari por um Fusca justamente no momento em que você precisa ir de 0 a 100 em 5 segundos. resumindo: eu cansei de Windows. Seriamente.</li></ul>

<p>Eu já havia trabalhado com Macs há muito tempo atrás na época do boom da web 1.0 e do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mac_OS_9">MacOS 9</a>. Cheguei a brincar um pouco com o OS X, mas nunca tinha usado ele diariamente. No momento estou há duas semanas usando o MacBook para desenvolvimento web (<a href="http://www.rubyonrails.org/">Ruby on Rails</a> e manutenção remota de servidores, basicamente), mas aproveitei a folga do feriado para fazer alguns testes com versões Mac dos programas de produção de áudio que costumo usar para ter uma idéia melhor das diferenças de velocidade entre as máquinas e sistemas.</p>

<p>Chega de couvert! Vamos à feijoada. <span id="more-80"></span></p>

<h2>Linux</h2>

<p>Acabei de me dar conta que uso Linux há 7 anos, o que significa que estou ficando velho. Minha primeira distro foi <a href="http://www.mandriva.com/">Mandrake</a> 8.0, depois de uma tentativa frustrada com o <a href="http://www.conectiva.com.br/">Conectiva</a> Marumbi. Depois disso passei por <a href="http://www.redhat.com">Red Hat</a>, <a href="http://www.debian.org">Debian</a> e finalmente Ubuntu, desde a versão 5.04 (Hoary). Nesse tempo todo muita coisa mudou, principalmente em facilidade de uso. Atuamente instalar Linux é um processo bem mais amigável do que instalar Windows (independente da versão), sendo quase sempre possível rodar o sistema direto do CD para ter uma idéia do que se trata antes de fazer a instalação no HD. Aparentemente essa é uma característica única do Linux, já que o MacOS X não faz isso (curiosamente o MacOS 9 fazia).</p>

<p>O Linux tem algumas opções diferentes de interface gráfica, sendo <a href="http://gnome.org">Gnome</a> e <a href="http://kde.org">KDE</a> as mais populares. Ambas funcionam com recursos 3D das placas de vídeo modernas<a href="#nota1">*</a>, tendo animações, transparências e todos os outros efeitos que foram introduzidos há alguns anos pelo MacOS X e copiados descaradamente no Windows Vista. A grande diferença aqui é que os efeitos podem ser ativados mesmo em máquinas antigas. Já os usei sem problemas num desktop com uma Nvidia GeForce2  e num notebook Pentium M 1.5 com vídeo Intel on-board.</p>

<p>Eu pessoalmente prefiro o Gnome. Para efeitos de comparação com MacOS ele é provavelmente a melhor opção, já que as duas interfaces têm objetivos parecidos (simplicidade de uso e visual clean).</p>

<p><center><a href='http://www.geradorzero.com/grocery/wp-content/uploads/2006/08/xgl-1.png'><img src="http://www.geradorzero.com/grocery/wp-content/uploads/2006/08/xgl-1.png" alt="Gnome" title="Gnome" width="150" height="112" class="alignleft size-thumbnail wp-image-9" /></a></center></p>

<p>A grande vantagem do Linux é que virtualmente todos os programas são gratuitos e de código aberto. Isso tem duas conseqüências:</p>

<ul><li> Todas as distros têm algum tipo de mecanismo para baixar os programas diretamente de repositórios na internet, com total segurança e sem que você precise ficar catando no google qual é o programa certo para fazer uma certa tarefa. No caso específico do Ubuntu, basta abrir o <a href="http://www.nongnu.org/synaptic/action.html">Synaptic</a>, buscar o que você precisa e pedir para instalar. O programa cuida de tudo sozinho. Se você mudar de idéia, pode desinstalar tudo sem problemas também &#8211; ao contrário do que acontece no Windows, o sistema não deteriora com sucessivas instalações e desinstalações de programas. Quer testar 5 players de vídeo diferentes? Vá em frente! :-)</li>

<li> Você tem liberdade total para adaptar e alterar os programas. Embora essa característica em princípio seja mais atraente para usuários técnicos, isso significa que há sempre muitas pessoas trabalhando na melhoria dos programas, o que se reflete em menos falhas de segurança e evolução muito mais rápida do sistema como um todo.</li></ul>

<p>Outra característica bastante interessante é a integração com serviços e protocolos utilizados na internet. Como quase toda a infra-estrutura da internet é baseada em Linux e outros sistemas Unix, as barreiras entre o seu computador e o resto da rede são bastante transparentes &#8211; e o que é melhor, sem abrir mão da segurança. Por ter sido pensado desde o início como um sistema para vários usuários, seus dados estão sempre protegidos de visitantes indesejáveis.  Falando em segurança, não existe até hoje registro de um vírus que ataque o Linux.<a href="#nota2">**</a></p>

<p>Para fechar: se for realmente necessário, é possível rodar programas Windows dentro do Linux. Usando o <a href="http://www.winehq.org">Wine</a> nem mesmo é necessário ter uma cópia do Windows disponível. Se você preferir rodar o Windows inteiro numa janela (estilo <a href="http://www.parallels.com">Parallels</a>), existem várias opções de virtualização. Recomendo muito o <a href="http://www.virtualbox.org/">VirtualBox</a>.</p>

<h2>Mac</h2>

<p>Macs são bonitos. Macs são fofos. Macs funcionam. Para melhorar ainda mais, Macs nem são mais tão caros! Um MacBook anda custando basicamente o mesmo que um notebook de configuração semelhante, mesmo aqui no Brasil.</p>

<p>Para um usuário Windows, usar um Mac é uma revolução na maneira de usar o computador e na percepção do que você deve esperar dele. Para um usuário de Linux é apenas mais do mesmo &#8211; mas num hardware mais bem acabado.</p>

<p>Toda a parte de segurança e integração com a internet que eu falei em relação ao Linux vale também para o Mac. Não é necessário instalar anti-vírus e coisas do tipo. O MacOS X é baseado no FreeBSD, que também é um <em>sabor</em> de Unix. Nada impede que você tenha um servidor web rodando no seu computador &#8211; ou dez, ou vinte, exatamente como no Linux.</p>

<p>Na verdade, praticamete não há diferenças entre Linux e Mac no modo de usar. Algumas coisas são mais fáceis e práticas no Linux (sim, sério) e outras no Mac, mas o raciocínio é basicamente o mesmo. E se você precisar das ferramentas de linha de comando que são comuns no Linux, basta instalar o <a href="http://www.macports.org">MacPorts</a>, se entupir de software livre e ser feliz.</p>

<p>Mas há uma grande diferença, e ela faz toda a, er, diferença: praticamente todos os programas comerciais existentes para Windows têm versão para Mac. Fora isso, na parte de produção de áudio e vídeo, alguns produtos considerados padrão de mercado só existem para ele (<a href="http://www.apple.com/finalcutstudio/finalcutpro/">Final Cut Pro</a> e <a href="http://www.apple.com/logicstudio/logicpro/">Logic</a>, por exemplo). Há alternativas viáveis em muitos casos para Linux, mas em multimídia o Mac é realmente imbatível.</p>

<p>Também é possível rodar programas de Windows no MacOS X, caso seja inevitável. A opção mais popular para fazer isso é o já citado Parallels, que apesar de ser pago é incrivelmente bem integrado ao sistema. O VirtualBox também tem versão para Mac, mas a integração dele não passa nem perto da do Parallels &#8211; embora ele seja de graça. Ambas as opções exigem que você tenha uma cópia de Windows para instalar.<a href="#nota3">***</a></p>

<p>Então tudo são flores no Mac? Não! Preparem-se para as infames&#8230;</p>

<h2>Pegadinhas do Mac</h2>

<p>Nada pode ser perfeito certo? Algumas coisas são realmente irritantes no Mac. Embora não seja nada que o deixe no mesmo nível de retardamento mental do Windows, grande parte das irritações do mundo Mac poderiam ser corrigidas pela própria Apple com alguma boa vontade.</p>

<p>É bom ressaltar que nesse quesito o Linux vence de lavada. O MacOS X é proprietário e de código fechado, portanto não há uma comunidade de desenvolvedores melhorando continuamente o sistema. A Apple é a única fonte de updates e alterações nos softwares que vêm no MacOS X &#8211; e isso é um grande problema já que ela é comandada por um certo senhor que atende pelo nome de Steve Jobs. Esse senhor vem a ser um porraloca que muda de idéia com grande frequência, o que pode ser ótimo para o marketing, mas não é tão bom para os usuários. O último update do MacOS X &#8211; Leopard &#8211; fez com que vários programas parassem de funcionar. Esse tipo de coisa dificilmente aconteceria no Linux.</p>

<p>Mas não vamos nos desviar do assunto. Vamos às pegadinhas:</p>

<ul>
<li> A barra de menu única para todos os programas é muitas vezes um incômodo, especialmente quando se trabalha com mais de um monitor. Eu sei que essa é uma característica clássica da interface do Mac, mas me deixem reclamar. :-) Se a barra se estendesse até o segundo monitor isso nem seria um problema tão grande, mas não é o caso.</li>
<li> Macs não vêm de fábrica com mapas de teclados brasileiros! O trote de todo usuário de Mac brasileiro é catar no google o mapa de teclas &#8220;Brazil&#8221; assim que conecta o computador à internet. Lembrem-se que EXISTE uma <a href="http://www.apple.com.br">Apple Brasil</a>, portanto isso é absolutamente imperdoável.</li>
<li> Todo mundo reclamou quando a Microsoft empurrou o Internet Explorer junto com o Windows, mas a Apple faz muito pior com o iLife (Safari, iTunes, iPhoto etc.). É incrível que ninguém reclame de monopólio. Ok, isso não chega a ser super-irritante, mas é uma grande demonstração de como as pessoas têm dois pesos e duas medidas.</li> 
<li> A interface gráfica é bastante bonita, mas pode dificultar operações que deveriam ser bastante simples. Copiar arquivos de uma pasta para outra sem estar vendo as janelas correspondentes abertas ao mesmo tempo é bastante contra-intuitivo, por exemplo.</li>
<li> O MacOS se apossa por padrão das teclas de função (F1, F2 etc.). Tomei um susto quando apertei F11 para colocar o Firefox em modo fullscreen e ao invés disso todas as janelas sumiram da tela para mostrar o que havia no desktop. Essa configuração pode ser alterada, mas pega qualquer um desprevinido.</li>
<li> Ainda no teclado: as teclas Home e End têm comportamento contra-intuitivo. Ao invés de irem para o começo ou final da linha de texto, elas movem o cursor para o começo ou final DO TEXTO INTEIRO. É muito mais lógico ter uma combinação de teclas como Ctrl+Home/Ctrl+End para fazer algo assim. O pior é que essa configuração não pode ser alterada com facilidade! Você que se acostume a usar Maçã-setas para navegar no texto!</li>
<li> A maior irritação de todas certamente são os usuários fanáticos de Mac, disparado. É difícil saber quem irrita mais: xiitas do Mac ou xiitas do Linux.</li>
</ul>

<h2>Conclusão</h2>

<p>A não ser que você seja masoquista, não existe uma boa razão para usar Windows. Sério.</p>

<p>Há algum tempo atrás Linux era um sistema complicado de instalar e Macs eram muito caros, mas nada disso é verdade atualmente. Eu mesmo me cansei completamente de ter que reinstalar o Windows uma vez por ano. Ele se deteriora sozinho, sem que seja necessário fazer nada. Como disse no início, as idiossincrasias do Windows me fazem ter preguiça de iniciar nele, e por conta disso eu acabo ficando sem a menor vontade de produzir música. Infelizmente os programas do Linux ainda não estão num nível bom o bastante nesse departamento, senão eu não teria do que reclamar.</p>

<p>A conclusão real é que eu provavelmente vou trocar meu notebook velho de guerra por um Mac daqui a algum tempo. A outra solução seria fazer um <a href="http://www.sykey.net/hackintosh/">Hackintosh</a>, mas não sei se confiaria nele para tocar ao vivo (fora que a diferença de preço é pequena o bastante para não ser um fator determinante na escolha). Sempre que eu quiser usar Linux posso fazer um dual-boot, e sempre que eu me sentir especialmente masoquista posso abrir o Windows no Parallels ou VirtualBox.</p>

<p>O Mac acabou se mostrando a alternativa perfeita para ter tudo &#8211; mesmo, até as coisas ruins &#8211; numa máquina só.
&nbsp;
&nbsp;</p>

<h2>Notas</h2>

<ul>
<li><a name="nota1">*</a> Ao pessoal mais técnico que sempre exige explicações super-detalhadas (leia-se chatos): sim, eu estou simplificando as coisas aqui. Não vem ao caso explicar em detalhes o que é compiz-fusion nesse post. Ele vem instalado por default nas distros mais populares atualmente, então na prática é isso mesmo: o Linux utiliza os recursos 3D das placas de vídeo por padrão. Volte para o seu quarto e sua foto autografada do Stallmann. Já.</li>
<li><a name="nota2">**</a> Novamente para os chatos: não existe nenhum vírus <strong>real</strong> para Linux. Algumas provas de conceito já foram feitas, mas devido ao sistema de permissões de arquivo do Linux (na verdade dos sistemas Unix em geral, incluindo o MacOS X), os vírus não conseguem se espalhar, já que não conseguem se copiar para dentro dos arquivos do sistema sem permissão expressa do usuário.</li>
<li><a name="nota3">***</a> O Wine para MacOS X (<a href="http://darwine.sourceforge.net/">Darwine</a>) ainda está engatinhando em funcionalidades, mas é promissor.</li>
</ul>
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